<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558</id><updated>2012-01-07T07:53:17.482-08:00</updated><title type='text'>Para "meus" doxos</title><subtitle type='html'>Trata-se de um espaço menos dedicado a mim do que ao mundo. Trata-se de um espaço em seu sentido mais amplo.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-4999878579266374645</id><published>2012-01-07T07:50:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T07:53:17.500-08:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>Acabo de acordar. Sonho confuso.  A parcela de realidade nisso e que muita vezes, acordados, sonhamos com coisas que nos afastam ainda mais da felicidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-4999878579266374645?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/4999878579266374645/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=4999878579266374645&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/4999878579266374645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/4999878579266374645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2012/01/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-8759448863318171280</id><published>2008-05-25T19:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T17:41:28.921-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Fui grande parte de um sonho destemido&lt;br /&gt;Sonhado a dois, vivido a sós e a mil&lt;br /&gt;Feliz, eterno como o vasto sempre foi&lt;br /&gt;Lindo, amigo, azul, celeste anil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas estrelas entreguei a minha sorte&lt;br /&gt;A vã beleza de amar sem todo medo&lt;br /&gt;Se todo medo fosse mesmo a dor do fim&lt;br /&gt;Mesmo do fim seria todo o amor do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem não bate à porta de tal sentimento&lt;br /&gt;Ao vento sopra meu momento leve e puro&lt;br /&gt;Seguro espera despertar o acalento&lt;br /&gt;Das mãos de outrora que já seguem pelo adeus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ama e bem protege os seus&lt;br /&gt;A paz no peito que amarga a vida&lt;br /&gt;Dos doces lábios que afagavam a alma&lt;br /&gt;aos pés descalços, sujos com a despedida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizes dos breves, que acendem o corpo&lt;br /&gt;Vorazes os duradouros que consomem a mente&lt;br /&gt;Bebemos a sede do que mais ardente&lt;br /&gt;Termina em cinzas o afeto, morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao bem de todos, dois mais nobres amigos&lt;br /&gt;Fizeram a força de viver sem perguntar&lt;br /&gt;O que bem resta deste fruto proibido&lt;br /&gt;da natureza que bem se pôs a desenhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem poderia lamentar pelo abrigo&lt;br /&gt;E por tais males, respirar tal coração&lt;br /&gt;E corro muito, por vontade, medo e fé&lt;br /&gt;E do passado, corro mais que minhas pernas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa graça, doce mel, prisão eterna&lt;br /&gt;Jaz nas lembranças o poder do que foi feito&lt;br /&gt;Perdi no tempo minhas memórias, terno leito&lt;br /&gt;Nas tristes linhas, parte de mim por fim hiberna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao futuro passar o presente de nossas luzes&lt;br /&gt;Sobra ao passado iluminar nossas lembranças&lt;br /&gt;Lembrar o sol, seus pores, suas virtudes&lt;br /&gt;Chorar à lua a crescente dor das crianças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz desse mundo o doce lar dos escondidos&lt;br /&gt;E dos amados tiro a força dos poetas&lt;br /&gt;Pelo presente, curto a dor dos decididos&lt;br /&gt;Cultivo a vida, grande sorte dos nascidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Deus pertence esse sonho, vespertino&lt;br /&gt;Por meu desejo faço ode ao meu destino&lt;br /&gt;Se pelas sendas, quero a vida em mil caminhos&lt;br /&gt;Por mim eu sigo, como sempre, bem melhor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor dos fracos, que lamentam o que lhes resta&lt;br /&gt;Queriam os fortes não chorar pela derrota&lt;br /&gt;Se pela vida, optei por minha vida&lt;br /&gt;Por minha vida, viverei meu bom agora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora e sempre, fortes trunfos da vontade&lt;br /&gt;Sei para sempre que tais flores são essência&lt;br /&gt;As melodias, doces sons da história escrita&lt;br /&gt;História viva, sempre mais, sou reticências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-8759448863318171280?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/8759448863318171280/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=8759448863318171280&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/8759448863318171280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/8759448863318171280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2008/05/blog-post.html' title='...'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-6728590189720956408</id><published>2007-12-23T18:24:00.001-08:00</published><updated>2007-12-23T18:30:51.933-08:00</updated><title type='text'>Qual das Novas?</title><content type='html'>Qual das Novas?&lt;br /&gt;Surgiu uma vontade de pensar a felicidade. Diferentemente de todos os autores que arrecadaram dinheiros de felicidade ao escreverem os livros de auto-ajuda, em momentos que, por estarem muito felizes, não enxergam os problemas dos outros como tão graves, eu acredito que o caminho para essa utopia tão mensurável é binomial, como quase tudo que existe. Em meu "bom-péssimo" português, isso significa que a medida da felicidade é fundamentalmente circunstancial, com um inalienável "q" de química e, "più che tutto", resume-se a não estar infeliz. Elementar, Watson? Watson?&lt;br /&gt;Minhas vagas noções de capitalismo permitem que eu presuma que o sucesso de tantos produtos que promovem a felicidade, das páginas do Paulo Coelho aos produtos do Shoptime, não são um reflexo assintomático de que o mundo está infeliz. Seja pela falta de insegurança, pelo medo do Bin Laden ou pela campanha do Corinthians, o mundo não se sente feliz, desejando avidamente a plenitude. Mas de quê? Essas linhas mequetrefes fariam ainda menos sentido se eu não me lançasse o desafio de afirmar que o mundo se nega a dizer que é infeliz. Tudo, paparazzi, menos fotografar o ruim ou o baixo astral crônico, muito menos o da Xuxa. As fotos têm negativos, e não são aqueles rolos com cor de calda de caramelo. Somos nós, que continuamos a jogar na matéria nossas mais intransmissíveis experiências sensoriais. Um barulho de caixa registradora das antigas soaria coesivamente bem.&lt;br /&gt;Voltamos à época do Imperialismo. O dinheiro não traz felicidade, manda buscar. De helicóptero. Há quem diga que isso se fundamenta pelo fato de ser melhor chorar em Nova Iorque do que em Nova Iguaçu. Nada contra nenhuma das novas que bem conheço, mas o preconceito e a Missão Civilizadora do Homem branco(não-cotista) voltaram com força total, verbal e bossal. Direto ao ponto: quem é que se considera alguém para se atrever a mensurar o que é a felicidade do outro- além da Mídia ou do setor de responsabilidade social das grandes empresas? O que é Nova Iorque para quem nasceu em Nova Iguaçu, e o que é Nova Iguaçu para o Robert de Niro? Qualquer comparação estúpida é redundantemente estúpida. Faz parte de nossa sociedade julgar. Até os ricos que querem sustentar o status do poder de consumo o fazem. Isso vem da força e do hábito pobre de comparar os preços, escolher o mais caro com e alimentar a necessidade doentia de se sentir em destaque. Dá pra ser feliz assim?&lt;br /&gt;Vivemos todos num Big Brother, e somos vigiados o tempo inteiro por todos. Menos por nós mesmos. A construção de nossa identidade se resume a tatuagens, a gírias, a roupas e a tudo que, no binômio da vida, faz com que nos sintamos um pouco mais especiais do que aquilo que somos quando viemos ao mundo, por sinal, sem um pingo de personalidade. Acreditam que Einstein nasceu da mesma maneira que o aluno de qualquer escola ruim das Novas Iguaçu e Iorque? Acreditam que Madre Teresa de Calcutá e Adolf Hitler de Branau gorfaram da mesma maneira e zuniram o prato de papinha na babá? Tenham fé nisso.&lt;br /&gt;Somos iguais em origens, mas diferentes em vida e, portanto, em comportament e em parâmetros de felicidade. Retire a mão do mouse e levante a mão quem já sonhou em fazer uma loucura. Agora, só quem sonhou e fez a loucura. Agora, quem pensou muito antes de fazer a loucura ou avaliou os riscos dessa loucura. Por último - juro -, quem teve a feliz audácia de sorrir do próprio desejo e do fato de imaginar por que chamar um desejo, que é seu, portanto, é humano, seria loucura. Não há necessidade de haver medo da barbárie, dos manés de Columbine ou de todos aqueles que, ao nos colocarem em risco, acabam por comprometer o escasso tempo que nós temos nesse planeta para sermos felizes. Quantas privações devem ser impostas a qualquer ser humano, biologicamente dotado de desejos gastronômicos, sexuais, afetivas e outros - põe outros nisso! -, para que ele se torne justamente a escória que tanto tememos? Isso varia de pessoa para pessoa, mas uma coisa é fato, e quando eu utilizo o termo "coisa", e tiro 0,5 ponto de minha credibilidade como aventureiro da escrita, é porque a coisa é abstrata mesmo. Coisificando: o ser humano é um animal dos mais típicos, e só perde o rumo para a sua satisfação quando a sociedade - com minha ajuda, inclusive - passa a privá-lo de tudo aquilo que é necessário para sua sobrevivência digna. Sobrevivência digna é a felicidade. Anotem isso em uma nota de 100 reais.&lt;br /&gt;Só sabemos o que é a felicidade quando gozamos da experiência da não-privação, o que, atualmente, é amplamente apresentado como conforto, luxo e abundância, além do clássico requinte e bom gosto. Nessa ordem, por favor. O que representaria um esplendoroso passeio pela Lexington para um morador de Nova Iguaçu? O que representaria um maravilhoso churrasco de confraternização, com direito a futebol, para um turista que ouviu dizer que ir à Nova Iorque é o apogeu de quem caminhou por esse mundo? Isso equivale a comparar Michel Preudhomme com Michel Platini. Enquanto surge a distração com vagas semelhanças entre os nomes, quem pára e pensa sobre a finalidade de se compará-los? Quer goleiro ou atacante, suco ou refrigerante, Búzios ou Petrópolis? Ou meio de campo, água mineral ou ficar na sua casa?&lt;br /&gt;Há de tudo no mundo, e só os nossos medos justificam nossa crônica falta de talento para saber o que nos faz felizes. Se você estiver se sentindo infeliz(cara, essa frase é vende muito!), lá vai a dica que, de tão simples, eu não teria coragem de cobrar a fortuna que ela vale: faça tudo que trouxer prazer. Se você conseguir sorrir sozinho com isso, sem fazer ninguém chorar, sorria mais ainda. Você acabou de investir em sua existência e gozar do indescritível fato de poder realizar algo que te deu vontade. Faça um Big Brother de si, e avalie o que na sua vida é capaz tirar o prazer de te fazer ir adiante, e de perder o tempo sem agradar quem você ama, ou pegar uma bola de futebol e dar um chute totalmente descompromissado. Ou comer. Ou - perdoem-me os médicos alarmistas - coçar uma região do corpo até o momento em que se decidir procurar um dermatologista. Ou parar de ler esse texto aqui.&lt;br /&gt;Quando nascemos, nosso cronômetro é acionado. É um cronômetro perfeito, estável, sem influências terrestres e da mesmíssima marca daqueles que se usam nas Novas Iguaçu e Iorque. Faça o que tem que ser feito e não peça a opinião subersiva de amigos, anúncios ou bem intencionados. Nunca ninguém se foi sem cumprir sua missão. Não se prive dela, e ignore o fato de esse texto estar reduzindo em ínfimos valores os percentuais de vendas de livros de auto-ajuda. Isso significará, no máximo, uma quedinha na Bolsa de...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-6728590189720956408?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/6728590189720956408/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=6728590189720956408&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/6728590189720956408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/6728590189720956408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2007/12/qual-das-novas_23.html' title='Qual das Novas?'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-5271302452398559940</id><published>2007-05-30T16:06:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T16:11:51.936-07:00</updated><title type='text'>Nos alfarrábios de Princeton</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uma mulher muito mulher interceptou-me no ponto de ônibus e perguntou-me as horas.&lt;br /&gt;Que tesão! O tempo é relativo para os homens!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-5271302452398559940?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/5271302452398559940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=5271302452398559940&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/5271302452398559940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/5271302452398559940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2007/05/nos-alfarrbios-de-princeton.html' title='Nos alfarrábios de Princeton'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-5068405184343930613</id><published>2007-05-30T15:46:00.000-07:00</published><updated>2007-05-30T16:05:13.428-07:00</updated><title type='text'>Um feto lispectoriano</title><content type='html'>Esbarrei comigo um dia desses. Adorei. Fazia tempo que não me via, fazia tempo que eu não tinha aquela conversa gostosa. Nos desbotados tempos de minha infância, costumava conversar comigo quase todo dia. Entre um golpe de meus bonecos e um espirro irritante de minha alergia, sempre era feito um comentário, sempre uma ponta de esquizofrenia pueril escapava de minha boca já inocente. Quanto de mim eu descobria nesses diálogos? Quanto de verdade eu dizia a mim mesmo? Hoje, com um pouco mais de leitura, tenho certeza de que comia minhas próprias baratas, que, pelo menos em meus infinitos momentos, eu era estrela de minhas horas. Nunca esqueço aquelas conversas que desafiavam minha inteligência, que me chamavam de burro sordidamente e riam de uma obviedade que só eu os bonecos não viam. Na minha cabeça, sempre fui convencido de que dois e dois  totalizavam cinco, mas o diálogo sempre ia além: o que, afinal, é cinco? Meu cinco virava quatro, às vezes seis. A conversa só não deixava que o cinco permacesse cinco.&lt;br /&gt;O mundo rodava como meu ventilador de teto bem ilustrava. Deixava-me tonto essa tonteira de ser criança. Deixava-me criança toda essa lembrança de tonteira, de esperança. A idade da descoberta, que debatia comigo como se eu fosse um adulto prematuro, ensinou-me a ouvir, a enxergar, menos a falar. A hora de falar seria mais tarde. Mesmo assim, ensinou-me a conversa, o discurso deveria vir depois do enxergar, depois do ouvir. Sempre foram duas orelhas, não? Acho que ouvi muito bem o que a vida me fez ver. Agora, só pelo silêncio, posso falar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-5068405184343930613?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/5068405184343930613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=5068405184343930613&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/5068405184343930613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/5068405184343930613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2007/05/um-feto-lispectoriano.html' title='Um feto lispectoriano'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-116285699931047812</id><published>2006-11-06T15:43:00.000-08:00</published><updated>2006-11-06T15:52:50.940-08:00</updated><title type='text'>Burros e tolos</title><content type='html'>Falaram-me, certa vez, que é preciso ser muito burro para chamar o acaso de Deus. Repliquei veemente que era muito tolo chamar Deus de acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha homenagem à minha afilhada Rebecca, cujo pertencimento a esse mundo completou uma eternidade em nossos corações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-116285699931047812?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/116285699931047812/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=116285699931047812&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/116285699931047812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/116285699931047812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/11/burros-e-tolos.html' title='Burros e tolos'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-116157266325103973</id><published>2006-10-22T20:00:00.000-07:00</published><updated>2006-10-22T20:04:23.273-07:00</updated><title type='text'>Perfume e geografia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ele era professor de Geografia. Ela, vendedora de perfume. Ele sempre gostou de mulheres perfumadas. Ela sempre admirou homens inteligentes. Não é à toa que o destino, esse monstrinho que brinca com nossa sorte, disserta "fiadamente" sobre nossas vidas sem ao menos pedir licença. Será?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ele saiu do colégio ao meio-dia de mais uma segunda-feira. O primeiro dia de trabalho da semana não poupa quem gosta de aproveitar o final de semana e se cansar sem ser por dinheiro. Churrasco, bebida e pelada entre amigos costumam tirar o gosto de giz da boca.Como bom filho não tem hora para mostrar carinho, um perfume parecia ser uma boa pedida para agradar a melhor mãe no mundo. Gostava do cheiro de perfume, mas só sabia dizer que gostava. Não diferenciava, não entendia do assunto. Na verdade, chutou perfume como presente da mesma forma que chutaria Skol como cerveja numa roda de amigos. Ele nunca foi especial a ponto de&lt;br /&gt;ter feeling para o que mulheres gostam ou, pelo menos, gabar-se disso. Mesmo assim, enxergava bem. Olhos atentos procuraram e acharam uma perfumaria. Os mesmos olhos nunca foram tão hábeis para encontrar muito na vida. Felicidade, preços mais baratos no mercado e relacionamentos afetivos duradouros nunca foram encontrados com facilidade. Nesse último, então, sempre foi desencontrado. Isso porque, reza sua lenda particular, ninguém fita um grande amor diretamente. Indiretamente, alguém o consegue com sorte, acaso e ajuda do monstrinho. Aquela perfumaria seria a primeira e a última que ele adentraria em sua vida.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Ele entrou numa perfumaria como uma criança que entra na igreja. Não sabia se reparava na arquitetura, nas pessoas que lá estavam, ou em inúmeras outras coisas. Tudo poderia protagonizar seu momento, menos Deus. Haveria de estar enganado em alguns instantes. Ao balcão, fitou uma desconhecida e pediu um perfume. A sorriso amarelo da atendente perguntando qual tipo de perfume era o desejado não o cativou. Pelo contrário, constrangeu-se com sua particular ignorância no assunto. Questionou por instantes o que fazia em uma perfumaria um homem de 41 anos, sem mulheres na vida, a não ser a própria mãe. Logo descobriria. Pediu para experimentar o perfume do frasco azul. O frasco era bonito, o marketing, de primeira. Um especialista diria que qualquer um que não entendesse de perfumes o compraria. Ele era um homem inteligente, mas altamente desespecializado. Sentia-se assim, amargamente. Ao borrifar o perfume no pulso, após instruções da atendente, sentiu que havia alguém ou algo a mais no ambiente que não eram perfumes, atendentes, ou inquietudes pessoais. Ao fundo ouviu uma voz que mais parecia uma harpa tocando em sol maior. Na verdade, ele não fazia idéia do que era uma harpa tocando em sol maior, mas, naquele momento, isoladamente, pôde descrever a si mesmo o que era um sol maior. "Pode levar. É maravilhoso". As palavras soaram retumbantes em sua cabeça. Era uma voz grossa e doce, como jamais esperara ouvir, que jamais pensara existir. No momento, palavras faltavam em sua boca, e ficava feliz por isso, afinal, era melhor apreciar a harpa do que comprometer a melodia com possíveis inconveniências. Olhar, entretanto, não comprometeria a trilha de seu momento. Fitou retardadamente a origem daquela voz, a origem enfim da neo-puberdade platônica que batia em seu coração. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Ela só entendia de perfumes. Após ser demitida de uma empresa de cosméticos, transformou sua indenização no maior sonho de sua vaidade: perfumar a vaidade dos outros. Sempre foi mulher sem sal, considerada bonitinha pelos homens e ajeitadinha pelas mulheres. Na verdade, não gostava de si, porque presumia que ninguém gostasse dela. Logo ela que era bonitinha, ajeitadinha e perfumada. O que faltava para ela? Naquele momento, nada. Quando seus olhos cruzaramcom os olhos cansados mais penetrantes que já vira, sentiu que poderia fechar a loja e fugir para Fiji. Vira Fiji num documentário, e foi exatamente aquele paraíso que veio à sua cabeça. Acabara de fitar uma barba que nem George Clooney faria tão charmosamente mal feita. Fitou uma inocência que jamais vira em qualquer homem. Mal podia compreender por que, ela, uma requintada dona de perfumaria, orgulhosa por entender das fragrâncias que os homens tanto buscam entender, não conseguia deixar de olhar aquele analfabeto em sua especialidade. Teria ele um cheiro inédito, digno de ser engarrafado? Não sabia, nem queria saber. O cheiro que não sentia passeou pelo ar e chegou a seu coração.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Do outro lado da linha, a harpa continuava tocando. Nem sabia mais que estava segurando um frasco de perfume, que o perfume estava em seu pulso, que a atendente o perguntou mais de uma vez se ele havia gostado. Tudo estava azul, como o frasco que há pouco pegara, e que soltara sem largá-lo dos dedos. A viagem àquele atraente desconhecido era excitante. Sem olhar para a atendente, disse que ia levar o azul. O cheiro e a cor permeavam o ambiente. Deixou o dinheiro em cima da bancada, com um generoso troco. Colocou o pacote do perfume debaixo do braço e, como um adolescente que beijou no primeiro encontro, saiu da loja de costas, mirando o que não sabia explicar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; Ela mal conseguia engolir em seco. De repente, não sabia o que fazer com tanto perfume. Tomou a frente da atendente para pegar o dinheiro deixado por ele. Massageou o dinheiro com um apego quase que infantil. Arrepiou-se com a nota de 50 reais mais quente que já tocara. Respirou fundo como a Hortência antes do lance livre. Lembrou-se de que vendia um perfume chamado Hortência. Lembrou-se também de que esse perfume estava em falta. Lembrou-se ainda de que o Hortência também tinha frasco azul. Lembrou-se, enfim, do homem que cheirou o perfume do frasco azul e a olhou. Não se lembrava mais de nada então.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ele andou 30 metros na rua como se estivesse patinando no gelo. Parou. Não conseguia ir além. Pensou em um segundo em mais de 100 razões para voltar à loja naquele momento. Todas elas eram absolutamente tolas, mas, que diferença fazia? Sentia-se um tolo mesmo. Voltou. Nem parecia a decisão mais importante de sua vida.Ela quase derrubou 500 reais em perfume quando viu o homem do perfume azul entrar. Ele nem sabia o que dizer quando ele já estava a meio metro dela. Ela disse o "Pois não? mais inaudível de sua vida. Ele se apresentou como se estivesse no banco dos réus. Ela achou aquilo fofo. Ele não sabia o que era fofo. Ela sorriu como nunca. Ele nunca viu um sorriso como aquele. Eles conversaram como crianças. Ela, como uma infantil vendedora de perfume. Ele, como um pueril professor de geografia. Ele fez um convite. Ela aceitou. Eles se encontraram. Eles se completaram. Eles se casaram. De Geografia, ela só sabia onde era Fiji. De perfumes, ele só sabia o que trazia o cheiro de sua felicidade. Da vida, eles só descobriram que destino é o monstrinho que culpamos quando não admitimos nossas escolhas. Elas juntam até perfume e geografia. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-116157266325103973?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/116157266325103973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=116157266325103973&amp;isPopup=true' title='29 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/116157266325103973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/116157266325103973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/10/perfume-e-geografia.html' title='Perfume e geografia'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-116048597608347709</id><published>2006-10-10T06:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-10T14:48:58.970-07:00</updated><title type='text'>É dose</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com todo respeito à qualificada equipe do Fantástico, mas, para ver o jornalismo de politécnico da Glória Maria, é melhor até ver o debate. No primeiro bloco, entretanto, pensei em reconsiderar. A previsibilidade da política brasileira no tocante à argumentação dos candidatos estava estampada no rosto(isento) do Boechat. Aos poucos, mesmo assim, a conversa de botequim, travestida de debate e revestida pelos protocolos da boa conduta(sic), parecia mais quente que a Sibéria do Paulo Coelho. Uma grande vantagem, portanto.&lt;br /&gt;Mas o que tínhamos, afinal, na soturna noite de domingo? Tínhamos Alckmin e seu grande atributo: uma inquestionável cara de presidente. Sabe Deus – ou ele, eventualmente - o que o tucano pode fazer pelo Brasil, mas é fato que o homem tem cara de presidente. Desses que sorri abobalhado com aquela faixa já encardida de tanto premiar incompetentes. Aquela cara de intelectual de classe média, que quase derrubou Lula, sem ao menos uma gota de álcool, logo na primeira dose. Do outro lado, leidisendienteumein, o outro. Bebendo água desta vez, Lula, acima do peso(talvez o botox), portava-se como um advogado malicioso, ou pelo menos propunha-se a isso. Estava irreconhecível. Um hábil pescador de palavras, um sereno deturpador de discursos, ou seja, coisas que ele mal sabe explicar. Tangenciou as perguntas do presidenciável Alckmin com retórica de apresentador de talkshow de quinta, e olhava como rei para o adversário, como se a vitória viesse tão logo ele pedisse a saideira. Impossível lembrar um momento sequer em que ele começasse sua pergunta, réplica ou tréplica, sem desqualificar ou ironizar seu mortal oponente. O 3º grau de Geraldo não&lt;br /&gt;foi suficiente para conquistar o respeito do Pós-doutor em Ciências da Rebeldia Sem Causa Trabalhista, que chamava o médico de “desinformado” e de “mentiroso”, ao passo que ousava confundir a quota de 170 com a de 170.000, em alusão à quantidade de famílias beneficiadas por projetos sociais em São Paulo. Alckmin, infelizmente, perdeu a oportunidade de chamar o presidente da república de, digamos, “confuso”.&lt;br /&gt;Em um determinado momento, Geraldo pôs-se a jogar baixo, mas com valores altos. A menção ao cartão utilizado pelo presidente para gastos considerados desnecessários deixou Lula balançado e, aparentemente, com medo do SPC. E sobrou para FHC, para a globalização, para os 400 anos do PSDB. Até Covas foi desenterrado. O avião do presidente vai ser vendido, assegurou Alckmin. Isso nunca incomodaria Lula, afinal, para ele, alguns milhões a mais ou a menos de Bolsa-Família ou Bolsa-Escola não pesam no bolso, nem na consciência.&lt;br /&gt;Entre mortos e feridos, enfim, salvaram-se os jornalistas. Fizeram ótimas perguntas para candidatos treinados para marketing pessoal, réplicas e tréplicas, mas não para responder. A população, no entanto, precisa de respostas. Apresentaram-se dois Robin Hoods, mas nenhum bandido. Nossos debates, em nossos botequins, valem muito mais. É mais difícil alguém sair sem acertar as contas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-116048597608347709?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/116048597608347709/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=116048597608347709&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/116048597608347709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/116048597608347709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/10/dose.html' title='É dose'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-114956172708792367</id><published>2006-06-05T19:41:00.000-07:00</published><updated>2006-06-05T19:42:07.090-07:00</updated><title type='text'>Pessoa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Que amor é esse que à porta bate? Que na porta bate e o dentro invade? De onde veio essa invencione de cair covarde diante das portas desse mundo cruel, lindo, perversamente sedutor? Porque me curvo se meu mundo é linha reta, cujo fim me é explicação? Onde mais encontro um conflito tão gostoso, tão carente de atenção, freudianamente estapafúrdio e tão indigno de "porquês"? Suicidar-me-ia por essa loucura vã, que transforma minha poesia em poesia de mim. Onde acho ganchos que sustentem minha lógica, sem que o logos me pareça controverso, e o verso, saborosamente ilógico? Que tesão pelas curvas cruas desse labirinto chamado "nós"! Que impessoal chamar-lhe mito, se de grego tenho apenas a explicação para meu amor, claramente ininteligível. De grego, de russo, mas não do português cristalino que outrora busquei entender. Não interessa entender o que não é preciso. Amar é preciso. Naveguemos, então." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-114956172708792367?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/114956172708792367/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=114956172708792367&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/114956172708792367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/114956172708792367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/06/pessoa_05.html' title='Pessoa'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-114856508567210820</id><published>2006-05-25T06:39:00.000-07:00</published><updated>2006-05-26T19:42:19.850-07:00</updated><title type='text'>"Aposposice" ou qualquer outro título depois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Pós chegou. Aliás, passou. Tudo bem. Vamos começar por um gancho e não pelo término. Digamos...onde está a moralidade? Acho mais fácil a encontrarmos debaixo de saias do Zorra Total do que em discursos apolíticos de políticos despolitizados. Isso porque, aí, na moral, precisamos de um tempo para pedir tempo, até percebermos de fato que tanto faz se o meu dinheiro público vai para mãos erradas(como assim "meu dinheiro público"? Ah, tá explicado!) ou se o Latino ganha dinheiro chamando as Renatas de ingratas. Tanto faz, mas faz tanto! Finalmente chegamos á era do Pós-Após, em que o tão esperado depois revela-se obscuro, e isso não é um paradoxo. Aos gerentes do Marketing, minhas lamentações, mas, queridos, Já fizeram de tudo. Drogas, sexo e rokeinrou já foram inventados, reinventados, vendidos, traficados, divulgados, cantados por Sandijúnior. Hodiernamente, Janis Joplin gritaria rouca, Gandhi daria murros em americanos, e Maria Madalena pleitearia um programa na Rede Mulher(para depois candidatar-se à prefeitura de São Paulo). "São tantas emoções", já diria o deus das rosas na mão(Que mané Roberto Carlos em final de ano, tô falando de Hermafrodite). Ponto. Parágrafo. Água.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é mais "depois" do que essa era posterior ao Pós-Após 11 de Setembro? É engraçado notar que já faltam designações e rótulos epistemológicos para as loucuras do planeta Terra(Opa, um novo nicho no mecado! Criarão, em breve, a Máxima - Designações e rótulos epistemológicos para as loucuras do planeta Terra). Imagino que o mundo até dia 10 de setembro era bucólico, sublime, com harpas e ventos de sabedoria soprados de um monte qualquer da Grécia(Pode ser o Monte Ptyhon. Nota 5. Invista em humor!E em coesão. E em coerência!). Nessa época de Após-pós esquizofrênica, temos(tenho?) uma hecatombe. Heca! O bucólico é asfaltado e, em esplêncido francês, "fed-à-fezes". Todas as harpas e milhões de outros trambolhos asinfônicos cabem dentro de uma caixinha feita para se sujar(Como previu Cazuza, trata-se de um amor incondicional ao isolamento "com sabor de fruta mordida". IPOD um negócio desse? São tantas tecnologias, logias, lojas, logísticas, Elke Maravilhas(metonímia para "apetrechos") e uma infinidade de pingos nos is(Oh, Lord, plural de "i"?), potencializando desgraças, maximizando lucros, lucrando até com meu blog e suas letras insignificativas. Eu sei que estou sendo vigiado por um Bill Blogger, o dono desse macrogrupo neoliberal que fiscaliza se estou falando besteiras(trabalha mal, hein?). São inimigos nos cercando por todos os lados e dimensões, a maioria deles implacável e mortal. As desgraças se sucedem. Quando você menos espera, surge uma nova novela das seis..e tudo está ciclicamente perdido. Onde este mundo vai parar? Na verdade não pára, fica girando, deixando-nos tontos com a gravidade de seus rumos. E o ser humano, o agente social mais impotente da história, limita-se à categorias de quinta categoria, criando "Pós-isso", "Pós-aquilo", à medida que Pós-terga responsabilidades sobre seus semelhantes(sic), sempre desiguais ou menos iguais que sua individual e restrita forma de ver o mundo. Somos aquela criança que chora ao ver o Papai Noel, mas que bate no coleguinha, adestrados para ser frágeis ao mito, mas fortes ao mundo. Sabemos que o fim se aproxima(barulho de trovão + olhar do Arnaldo Jabor), e continuamos a reagir chamando as crises e loucuras de bobas, feias e de cara de melão. E agora, José(das Couves)? Depois, depois... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-114856508567210820?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/114856508567210820/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=114856508567210820&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/114856508567210820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/114856508567210820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/05/aposposice-ou-qualquer-outro-ttulo.html' title='&quot;Aposposice&quot; ou qualquer outro título depois'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-114480337933961530</id><published>2006-04-11T17:51:00.000-07:00</published><updated>2006-04-11T17:59:38.963-07:00</updated><title type='text'>Avoado</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Estar nas alturas é sempre angustiante. Não me refiro a divagações, viagens psicotrópicas ou àqueles momentos em que alguém conversa sobre algo absolutamente desinteressante. Trata-se do vôo literal, daquele maldito momento de tédio que enfrentamos com tanto desgosto em nossas viagens, desejando ser pássaros, que encarem a circunstância como algo natural, necessário e artístico. Tenho medo de avião sim, e que atire a primeira lata de coca-cola na aeromoça quem não tiver. Na última vez em que estive num avião, já esperava um pouco mais do que um vôo cansativo. Sentado à última fileira, os impactos que aquele pedaço de metal pesadíssimo e instável sofria há mais de 10 kilômetros de altura pareciam mais intensos e implacáveis. Como um brinquedo da Disney mal projetado, não via graça nenhuma em passar por esse procedimento protocolar, que é,por 10 horas, arriscar a vida dentro de uma muamba muito mais pesada do que o ar para chegar a um pedaço de terra muito mais longe do que Niterói, portanto, percurso ingrato. Ao meu lado, orientais hibernavam, como kamikazes inconscientes. Do meu outro lado, meu amigo mostrava-se bastante insatisfeito com os graus desprezíveis de inclinação que a poltrona oferecia e com o "cochilo de vigia" que tentava naquela madrugada que começaria em Nova Iorque, e acabaria em São Paulo, no dia seguinte. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao longo desse percurso cansativo, pouco aconteceu além das costumeiras e irritantes turbulências da América Central, ou das costumeiras e pouco palatáveis comidas de bordo. Aquela abundância de diminutivos mal preparados que iam da sopinha ao filezinho, ou do pãozinho à manteiguinha, deixava qualquer um com saudade da comida de mamãezinha. Difícil de engolir é a satisfação "americairlinesca" de oferecer aquela quantidade mal trabalhada de carboidrato,como se estivessem destinando comidas sagradas aos deuses. Impossível não conter o sorriso amarelo diante dos comissários que, tão contingentes, nos perguntavam se queríamos repetir a dose carne com gosto de caldo Knor, ou mesmo a saladinha transgênica com gosto de papel. Embora no céu, não havia como estar perto dos deuses, tamanho o ultraje das ofertas, nada dionisíacas. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O percurso de 9 horas e meia não traria o que a última meia hora trouxe de ruim. Não foi comida, não foram passageiros encrenqueiros, tampouco comissários com sorrisos sólidos com caimbras profissionais. Por alguma razão, aquele "pedaço de muamba mais pesado que o ar"(Que definição mais precisa para aquele momento!) começou a voar em círculos. Os passageiros entreolharam-se, tentanto reconhecer em alguma fisionomia alguém com cara de militante da Al-Qaeda, jornalista da Al- Jazeera, ou Al -têntico descendente árabe que pudesse estar envolvido naquele carrossel sem cavalinho e, até então, sem fim. É nessas horas que pensamos em pais, mães, dívidas e até na última partida de futebol jogada. Porque na iminência de ser jogado em algum São Paulo Trade Center - olha que coisa pouco chique! -, até a chance de bater com um avião da TAM no caminho atravessa a mente. No momento, felizmente, por Ele ser Pai, não piloto de avião, apenas atravessávamos o ar conduzidos por uma força centrípeta que embolava meu estômago e tudo que meu coquetel de enzimas não conseguia digerir, ou seja, tudo ingerido desde que cheguei a bordo. A água que eu bebia - que estava muito gostosa, por sinal, parabéns à American Airlines - esquentava o frio da barriga. Até então, nada era informado a respeito daquele procedimento, nem por parte dos comandantes, muito menos por parte daquelas aéreas-moças que conversavam futilidades à traseira do avião. Após momentos de apreensão, ruminando o irruminável, comendo unha para não pedir comida, o avião começava a tangenciar os malditos círculos que vinha fazendo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estávamos de volta ao curso. Pouco após, mas bastante após para os passageiros, uma voz muito gentil e sábia avisou a todos que estaríamos descendo. Estivemos circulando o espaço aéreo paulistano, porque o aeroporto estava com neblina. Ficou evidente que a comunicação faz tanta diferença em certas horas, que, se fosse necessário degustar alimentos de avião pelo triplo do tempo em que se fica andando em círculos sem saber a razão, com a cabeça nas alturas(sacaram?), eu me sentiria mais valorizado do que estar nas mãos de um profissional que transforma o radar de vôo dos passageiros em um mapa de quinta série - daqueles com um mega círculo em torno das capitais - e só avisa do problema quando esse já está resolvido. Culpa de São Pedro? O comentário posterior só poderia soar como uma piada do "Apertem os cintos, o piloto esqueceu.", ou como comentários da brilhante dupla Falcão e Sérgio Noronha, que sugere que o time ataque quando não está atacando, defenda quando não está defendendo, ou, com a mais imbecil das máximas de resignação, "quem não faz leva". "Senhoras e senhores, como vocês podem perceber, o avião parou de andar em círculos, e estamos rumando para o nosso destino final." Não diga? Achei que, em face da ausência de comunicação, completaríamos a sétima volta e iniciaríamos o trabalho de queda. Livre. Desculpem-me. Sono estressato, à Francisco Milani. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Apertei o cinto. Pedi mais uma água. Só lembrei que a tinha pedido quando, no calor de Guarulhos, dei conta que estava com muita sede. E completamente avoado. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-114480337933961530?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/114480337933961530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=114480337933961530&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/114480337933961530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/114480337933961530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/04/avoado.html' title='Avoado'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113957822864950233</id><published>2006-02-10T05:25:00.000-08:00</published><updated>2006-02-10T05:30:28.663-08:00</updated><title type='text'>Skyline</title><content type='html'>Corri&lt;br /&gt;Corri para ser pego&lt;br /&gt;Pelo bom senso de minha imaginacao.&lt;br /&gt;Parei&lt;br /&gt;Parei para fugir&lt;br /&gt;do que passou direto, por minha direcao.&lt;br /&gt;Subi&lt;br /&gt;Escalei meus medos para nao temer a altura.&lt;br /&gt;Desci&lt;br /&gt;Escorreguei leve e por minha ignorancia.&lt;br /&gt;Olhei&lt;br /&gt;Enxerguei o skyline de Manhattan&lt;br /&gt;Sou predio em edificacao...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113957822864950233?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113957822864950233/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113957822864950233&amp;isPopup=true' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113957822864950233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113957822864950233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/02/skyline.html' title='Skyline'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113703164750081586</id><published>2006-01-11T18:03:00.000-08:00</published><updated>2006-01-11T18:07:27.513-08:00</updated><title type='text'>Olhos</title><content type='html'>Vi um filme passando por meus densos pensamentos. Tinha a velocidade da mais rapida bola de frescobol que havia visto, mas pude ver, como se aguia fosse. Vi um intervalo de vida em que o mundo mudou sua forma de resistir a ele proprio. Vi-o em auto-construcao, construindo-se como se o seu destino fosse a eternidade. Vi o homem pensando a tecnologia como condicao para a sobrevivencia, nao como instrumento de opressao e de imposicao de valores economicos politicos e ideologicos. Vi o homem desenvolver um metodo para manter o sol brilhando por mais um trilhao de anos. Vi meus descendentes vendo um mundo melhor do que aquele que vejo.&lt;br /&gt;Vi, pela primeira vez em minha vida, minha mais clara cegueira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113703164750081586?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113703164750081586/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113703164750081586&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113703164750081586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113703164750081586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/01/olhos.html' title='Olhos'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113693732392061068</id><published>2006-01-10T15:47:00.000-08:00</published><updated>2006-01-10T15:55:26.073-08:00</updated><title type='text'>Cedilha, til e  acento</title><content type='html'>Peco enormes desculpas as todos aqueles que costumam acompanhar meu blog e se divertir com as minhas porcarias que se travestem de texto, e com os meus textos que bem vestem a carapuca da ironia. No momento, estou morando em Tannersville, uma rua que ousam chamar de cidade, localizada a pouco mais de duas horas de um mundo, que ousam chamar de cidade, chamado Nova York. A quantidade de novidades e de delicias interessantes e cabiveis em meus textos  so nao sao maiores que minha vontade de traze-las a publico. Poderia escrever durante dias sobre tudo que fiz, inclusive sobre tudo que deixei de fazer, dando asas a minha especulacao de viajante-morador de NY. Tao logo volte ao Brasil, sera impossivel nao fazer referencias a essa nova experiencia, mas so nao me perderei nas nostalgias de novaiorquino porque o passado, em minha humilde concepcao, nao passa de um trampulim para o presente, que pulsa na vida de todos toda vez que sentimos o ar da respiracao rocar o peito.&lt;br /&gt; A norma culta da lingua tem sido tambem ferrenha adversaria em minha luta contra o ostracismo. Eu nao suporto terminar palavras com a latejante desconfianca de que algo falta. Por exemplo, a palavra "desconfianca" , como voces podem desconfiar, nao pode ser escrita sem cedilha, e isso o professor Pasquale ja deve ter dito mais 30 vezes, em um de seus 30 comentarios de 30 minutos. Nao quero irrita-lo, pois mais explicacoes demagogicas sobre a Lingua Portuguesa traria irritacoes - com  "cedilha" e "til"- ao meu portugues sem acento. O individualismo americano, desconfio, nao produz teclados que permitem que eu escreva "desconfianca" da maneira que quero, tao pouco o til que caberia no meu "tao". Portanto,  espero que eu possa voltar ao mundo em que eu posso vomitar minhas baboseiras com teclados adequados. Beijos a todos, porque eles nao tem cedilha. Sacaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps: Porque o titulo e "Cedilha, til e  acento"?  Especulem nos comentarios...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113693732392061068?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113693732392061068/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113693732392061068&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113693732392061068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113693732392061068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2006/01/cedilha-til-e-acento.html' title='Cedilha, til e  acento'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113258719447149041</id><published>2005-11-21T07:24:00.000-08:00</published><updated>2005-11-21T07:33:14.523-08:00</updated><title type='text'>Anônimos Unânimes e o Real Madrid</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nas muitas vezes em que joguei futebol em minha vida, 95% delas com meus amigos de coração, costumava sustentar uma visão bastante pragmática. A vitória era um objetivo tácito, não era buscado com furor ou injustiça, mas desejado por uma vontade individual coletivizada. Trocávamos olhares como se disséssemos o que queríamos, mas não entrávamos pressionados. Por vezes, no entanto, a vontade individual, muito infelizmente, implicava falhas táticas, indisciplina(verbal e comportamental) em relação ao grupo e, o mais freqüente, erros resultantes das melhores intenções. Um amigo do grupo, cujo nome será preservado não por razões éticas, mas para que alguns leitores tenham um prazer investigativo ao tentar adivinhar, costuma dizer que ninguém erra porque quer. o risco do erro, contudo, é sabido quase sempre e, à exceção de momentos em que a bola nos supreende, surpreende a defesa e até quem fez a jogada, ou seja, uma circunstância meramente física e imprevisível, temos poucos segundos para, no mínimo, evitar o revés. A complexidade(e a graça) do futebol reside nessa soma imprevisível de variáveis, de possibilidades que fazem desse esporte uma arte diferente cada vez que se  pratica, um conjunto de possibilidades fascinante. Quanto a isso, todavia, não existe uma moral que define o certo e o errado quando o objetivo principal é fazer algo importante dentro de campo, do gol de placa ao desarme providencial, tendo em vista sempre a vitória, que pode vir ou não, cabe dizer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas quando percebemos que a diferença básica entre um gol levado e um gol marcado está no aumento do grau de dificuldade de se conquistar uma vitória, temos a certeza de que nossa principal briga é pela manunteção da diversão, pela feliz possibilidade de se continuar correndo, chutando, reclamando, colocando bolas na trave, suando e, numa conseqüência comum, ganhando. Uma vitória traz sempre o prazer da superação, e um gol marcado, feio ou bonito, mas honestamente marcado, nada mais faz que eternizar nosso tempo em campo, prolongando a diversão da qual não se deve abrir mão. Talvez eu esteja dando uma perspectiva derrotista demais para um time que já venceu a maior parte do que já disputou, ou quiçá esteja, com essa relativização, valorizando simplesmente o caráter pueril e inocente de nossas modestas intenções com o futebol, que quase sempre nos trazem glórias, sempre mais coletivas do que individuais. Esse êxito, logrado sem nome - porque até hoje o time realmente não tem nome -, redimensionou um conceito único: o da amizade. Para os amigos do Jappah, somos o time do Jappah, para os amigos do Bazza, somos o time do Bazza, para os amigos do Zeh, somos o time do Zeh. Temos vários nomes, porque nosso nome não é tão importante como a unanimidade do time. Para nós, sobretudo dentro de campo, somos apenas amigos, anônimos unânimes quando falamos a linguagem do futebol. Fraternamente inderrotáveis, porque fazemos do jogo um coletivo. Sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E onde é que o Real Madrid entra nessa história? O Real Madrid não entra nessa história.      &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113258719447149041?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113258719447149041/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113258719447149041&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113258719447149041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113258719447149041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/11/annimos-unnimes-e-o-real-madrid.html' title='Anônimos Unânimes e o Real Madrid'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113218036069940636</id><published>2005-11-16T14:06:00.000-08:00</published><updated>2005-11-16T14:41:28.843-08:00</updated><title type='text'>Um clichê básico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Poder e liberdade aparentam ser mutuamente excludentes. Isso porque, muitas vezes, o poder é simplificado ao exercício da força, e a liberdade, conceito deliberadamente dilatável, transcende seu caráter humano para beirar a fronteira da libertinagem. A democracia, no entanto, pressupõe uma associação ponderada entre esses conceitos, definindo sua linha de atuação para os interesses do povo. Quando analisamos o contexto brasileiro, percebemos qual caminho tem assumido a noção de poder e que uso tem sido feito da liberdade, sobretudo em relação à política externa e à construção de uma identidade global em face de outras nações e estados. Cabe refletir em que medida a associação entre esses pode construir uma soberania que, mais do que suplantar a importância de outros países, como faz o maniqueísmo norte-americano, consolide nossa auto-suficiência em um espaço justo dentro do processo de globalização.&lt;br /&gt;Muito antes de o clichê comodista  "Brasil: país do futuro" ser repetido exaustivamente nos primeiros anos de efetiva(sic) democracia, um país com um passado esquecido e com um presente inalcançável ainda sonhava em concretizar uma utopia política, social e econômica coerente com sua sempre proclamada grandeza natural. Todavia, nosso potencial para ser grande não se era gigante como nossa própria natureza e, na conjuntura atual, tudo em que acreditamos passou a ser tão obscuro quanto o futuro tão sonhado. A liberdade com que tanto se sonhava passou a mascarar uma opressão ferrenha que, sob a lógica capitalista, nos relegou à condição de terceiro-mundo, fazendo-nos cair num paradoxo ideológico: somos melhores ou piores?&lt;br /&gt;Muito provavelmente, nos enxergarmos melhores pode ser tão pior que inferiorizar o que temos de melhor. Nossas riquezas, o petróleo nosso(e a nossa refinaria), e a magnitude cultural que nos singulariza, de fato, nos fazem presos voluntários e orgulhosos ao nosso país . Entretanto, nem todos os sabiás têm gorjeado em português em nossas terras, e tampouco todas as nossas palmeiras têm estado fortes o suficientes para suportar ventos(e tornados) da globalização. A identidade cultural necessária à liberdade legítima sobre a qual o texto fala não encontra estímulo político-econômico ou&lt;br /&gt;respaldo social para sustentar sua grandeza. Nossa mistura é forte, mas quem se interessa por entendê-la ou valorizá-la? Nem quem vos escreve se admite pró-brasileiro o suficiente para viver sua inegável brasilidade...&lt;br /&gt;Em contraposição ao nosso ateísmo patriótico, assistimos ao resplandecer de China e Índia, grandes promessas(que em breve muito provavelmente serão cumpridas) no contexto geopolítico multipolar. Não são países como a Utopia, de Thomas More,&lt;br /&gt;portanto, são repletos, em diferentes proporções, de problemas como os nossos, ou até mais graves. São nações em que latejantes conflitos internos, como demografia ou disputas étnico-religiosas, vitimam milhares de pessoas que acabam excluídas do mundo sem ao menos ter consciência do que seria o país em que vivem ou, meramente, do que seria um país – isso também acontece no Brasil. Mas qual seria a diferença básica entre o aproveitamento de suas capacidades como nação e a inércia que caracteriza a evolução quase estática do Brasil como estado? Poderíamos atribuir à liberdade o estereótipo de causa do sucesso? Complexo. Seria fácil atribuir ao determinismo religioso do hinduísmo as causas da miséria dos indianos ou ao socialismo de estado (semi)democrático chinês a causa para o cerceamento da liberdade individual e coletiva. Não seria fácil, contudo, entender por que essa liberdade brasileira, que tanto nos soa bem, que tanto nos faz olhar para o Oriente com ar de superior, não faz de nós melhor e um povo mais consciente, posto que não estamos subordinados a nenhum aparelho político ou religioso legitimamente coercitivo, como os da Ditadura declarada de décadas atrás. Nenhum tratado, em face das gritantes diferenças entre esses três países, seria capaz de ser categórico conclusivo. Nossa multiplicidade complexifica nossos problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Percebemos, então, o quão falsa é a sensação de liberdade proporcionada por essa idolatrada democracia. Temos vergonha de olhar para o mundo e ver que nossos vãos esforços percorrem erradamente o melhor caminho. Verificamos que nossa indisciplina como cidadãos e brasileiros contrastam com os critérios muito bem estruturados das sociedades orientais: dignidade, desenvolvimento social e econômico atrelados e, sobretudo, respeito. Esse último, princípio básico de qualquer religião legítima, revela nosso maior déficit, ao passo que em nossa imensa gama cultural, vemos a froteira entre diversidade e desigualdade sendo diluída. No Brasil, a riqueza econômica tem definido nossos rumos sociais e políticos, usando como mola aqueles que deveriam gozar dos mesmos direitos de uma elite parasitária e individualista. Nossa reforma interna ainda será utópica enquanto estivermos olhando para fora e para dentro do país sem o tom crítico com que deveríamos avaliar nossa própria consciência individual. Que nossa liberdade individual seja repensada a ponto de torná-la um ideal e um bem coletivo, socialmente congruentes e concretos. "Isso aqui é Brasil". Que essas frase saia das filas de banco e chegue orgulhosamente ao mundo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113218036069940636?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113218036069940636/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113218036069940636&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113218036069940636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113218036069940636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/11/um-clich-bsico.html' title='Um clichê básico'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113138658211332596</id><published>2005-11-07T10:01:00.000-08:00</published><updated>2005-11-07T10:03:02.313-08:00</updated><title type='text'>Só um poema só</title><content type='html'>Puta merda...&lt;br /&gt;Isso lá é maneira de se começar um poema?&lt;br /&gt;Quem se importa&lt;br /&gt;Se a porta de nossos corações não tem pudor?&lt;br /&gt;Cuspo a vida, como se fosse mero conhaque&lt;br /&gt;Porque desconheço minha ignorância&lt;br /&gt;Como se andasse de fraque no Cairo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quer saber de mim&lt;br /&gt;se nem eu quero saber de mim?&lt;br /&gt;Ouso apenas sugerir um pouco&lt;br /&gt;dessa pouquidão que me apequena&lt;br /&gt;e dessa pequena que me pouquifica&lt;br /&gt;nessa ilustre e implacável solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem está puto? Ninguém está puto aqui...&lt;br /&gt;Quem torce pela vida como eu torço pela morte?&lt;br /&gt;Quero morrer poeta, porque nascer é um parto&lt;br /&gt;Parto que me pariu, num dia de chuva&lt;br /&gt;nublado como meu presente futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou só&lt;br /&gt;E só&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113138658211332596?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113138658211332596/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113138658211332596&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113138658211332596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113138658211332596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/11/s-um-poema-s.html' title='Só um poema só'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113098771612887586</id><published>2005-11-02T19:01:00.000-08:00</published><updated>2005-11-02T19:15:16.160-08:00</updated><title type='text'>Music: just do it</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todo mundo tem uma música. Aliás, sendo muito mais preciso, todo mundo tem várias músicas, para vários momentos e sentimentos. Quando a letra não interessa, mas a melodia fala por tudo, ou quando a letra, numa música desconhecida, nos pega desatentos em relação ao mundo, precebemos invariavelmente que algo parece ter sido cantado para nós. Esta semana, ganhei uma fita de vídeo do Van Halen, uma banda conhecida por um rock meio "farofa" e fanfarrão, mas que produz um som animado e explosivo, como bem ilustra a música "Jump", afortunadamente aproveitada para tema das extintas Olimpíadas do Faustão. Eis que na cozinha, absorto em meus pensamentos, reparo na música ao fundo. Nunca a tinha escutado, tampouco acreditaria que pudesse ser do Van Halen, muito menos que ela pudesse produzir algum sentido em mim. A letra falava sobre "aliens", mas o assunto, claro em seu título, era bastante humano. Estava ouvindo "Love Walks in". Via aqueles metaleiros adaptando suas características violentas a uma melodia covardemente tocante. Parecia que tinham decidido parar de ser maus, "badboys do barulho", predispondo-se a amar. O holandês Eddie Van Halen, considerado um dos maiores guitarristas da história, deslizava sua mão pelo teclado como se lembrasse de sua primeira namorada. Seu irmão, Alex, tocava bateria com pudor, como se fizesse a coisa mais solene do mundo. O agitadíssimo baixista Michael Antony fazia o back vocal como se cantasse pela última vez em sua vida, e Sammy Haggar, outrora - no show, inclusive - um metaleiro enlouquecido em sua música xiita, fazia da música, com a rouquidão de sua voz, um hino. O que aconteceu a eles? O que Gene Simmons, baixista do endiabrado Kiss e um dos grandes responsáveis pela projeção a que chegou o Van Halen, acharia daquele envolvimento que eu estava presenciando? Fiquei emocionado, quase como se visse um israelense abraçando um palestino, ou um flamenguista chamando um vascaíno para jogar futebol, no lugar de prestigiar de maneira radical os profissionais que não merecem atenção.  Por mais que o rock pesado continuasse dali em diante, estava admirado com o fato de, em um momento ao menos, eles terem aberto espaço, no repertório e na vida deles, para algo mais sublime, mais digno de reflexão. A música é a porta da alma. Ela quebra aquela frieza das palavras escritas, humanizando-as pela voz proferida e por um som expressivamente pensado. Tive vontade de nascer Chico ou Cazuza. Ou de ser Van Halen, pelo tempo em que ouvi e pensei minha vida ao lavar um prato.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113098771612887586?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113098771612887586/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113098771612887586&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113098771612887586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113098771612887586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/11/music-just-do-it.html' title='Music: just do it'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-113029185179401241</id><published>2005-10-25T18:55:00.000-07:00</published><updated>2005-10-25T18:57:31.816-07:00</updated><title type='text'>A ideologia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ideologia é aquela coisa semi-carcumida, mal resolvida, que o Cazuza cantava entre dois picos de consciência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É aquela teoria do abstrato sem extrato ou cobertura, que cada um chama para si como se pudesse escolher sabores infinitos para um sundae de apenas 4 reais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o barato que se vende e se compra em qualquer loja, boteco, e se traveste de um milhão de pesos em uma só medida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a vida que os loucos escolhem, o simbólico que falta à sua carência de sentido no mundo e à carência de mundo em seus sentidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É aquela maluquice marxista de dizer que trabalhador tem poder, de acreditar no PT, de jurar que mensalão é necessidade democrática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É o sonho de todo infeliz, que bate com o carro no poste ou com a cara na mesa do bar e não sabe o que é amar, ou amar menos do que foi capaz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É ser xiita de espírito e fundamentalista de opinião, negando aos outros o direito de ser exatamente o que todo ser humano é por essência: individualista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ideologia, enfim, é o espaço de que todo mundo precisa para ter esperança e a esperança de que todo mundo precisa para ter um espaço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-113029185179401241?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/113029185179401241/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=113029185179401241&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113029185179401241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/113029185179401241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/10/ideologia.html' title='A ideologia'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112982899160504309</id><published>2005-10-20T10:19:00.000-07:00</published><updated>2005-10-22T19:40:22.216-07:00</updated><title type='text'>A arma do povo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Cara, e essa discussão sobre o desarmamento que está rolando?&lt;br /&gt;- Pois é, muito polêmica, né?&lt;br /&gt;- Você é a favor?&lt;br /&gt;- Quer saber se eu voto "sim"?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Não. Eu voto "não".&lt;br /&gt;- Por quê? Quer dizer que agora você é a favor da violência?&lt;br /&gt;- Nada disso. Ninguém, em princípio, é a favor da violência. A violência é simplesmente um ato, um meio arbitrário e individual pelo qual se busca, muitas vezes inconseqüentemente, a concretização imediata de um objetivo ou de uma idéia particular.&lt;br /&gt;- E daí? Por isso você vota "não"?&lt;br /&gt;- Eu voto um "não" mais abrangente, um "não", aliás, que vai de encontro a esse referendo propagandista, que reduz a violência a uma perspectiva maniqueísta e simplista. As pessoas chegam a achar que quem vota pelo "sim" vota pela paz, e quem vota pelo "não" quer a perpetuação da violência ou intensificá-la.&lt;br /&gt;- Não é possível que você ache que a violência não vai diminuir...&lt;br /&gt;- Ela pode diminuir. Matematicamente talvez. Mas muitos ainda morrerão para isso.&lt;br /&gt;- Então não cabe tentar esse mínimo passo, por mais que morram algumas pessoas?&lt;br /&gt;- Não se exclua da possibilidade de você ser uma dessas pessoas que vão morrer até lá.&lt;br /&gt;- Agora você vai me dizer que quem tiver uma arma em casa não corre o risco de morrer, num assalto, por exemplo? Ter arma é saber atirar por acaso? Valeria a pena reagir e colocar a própria vida em risco, ou a da própria família.&lt;br /&gt;- A escolha pela reação ou pela postura assumida diante dessa situação é simplesmente individual. Armados ou não, muitos já morreram reagindo a assaltos, e alguns já lograram êxito, heroicamente, em sua reação. O interessante, em vez de se restringir a casos específicos, como os dos filhos de pais irresponsáveis que matam o colega na escola ou brincam de "roleta russa", é se predispor a analisar o problema da violência em sua real dimensão.&lt;br /&gt;- Nessa "real dimensão" existe melhor caminho para acabar com a violência do que tirar a arma das pessoas?&lt;br /&gt;- Acredito que sim. Tirar a arma dos delinqüentes é um caminho melhor, não acha?&lt;br /&gt;- Mas isso é impossível de ser feito...&lt;br /&gt;- Será possível desarmando todos, então?&lt;br /&gt;- Não temos como mensurar quem é bandido e quem não é a ponto de determinar ou especular que uso será feito da arma.&lt;br /&gt;- Quer dizer que, já que não temos, punimos todos, então? Ninguém poderá ter arma porque existem elementos maus que a utilizam mal? Daqui a pouco não poderei usar faca em casa porque serei terrorista e poderei, por exemplo, seqüestrar um avião e jogá-lo contra o Empire State. Vou ter que cortar legumes com os dentes agora, isso se não acusarem minha arcada dentária de um instrumento letal em favor da violência.&lt;br /&gt;- Não seja exagerado. São coisas diferentes. Para que, a não ser a violência, alguém usaria uma arma?&lt;br /&gt;- Para se matar, por exemplo. Ou ele não poderia? Quem impediria ? Ou não poderia também, em determinada circunstância, dar um tiro no delinqüente que está assaltando a sua casa.&lt;br /&gt;- Você está usando exemplos restritos. Você está achando que usar arma é brincadeira... Você acha que tem habilidade para usar uma arma?&lt;br /&gt;- Não. E a maioria não tem. Traficantes e assaltantes se credenciariam ou comprariam uma arma em alguma loja? A propósito, sobre a brincadeira, é justamente por reconhecer sua importância que não gostaria de que fosse subtraído de mim o direito de usá-la.&lt;br /&gt;- Mas vai tirar a arma de quem pratica a violência também.&lt;br /&gt;- Vai ? Quem garante ? O referendo ? A polícia ?&lt;br /&gt;- Quem vai acabar com a violência, então? Quem andar armado?&lt;br /&gt;- Você chegou a um ponto crucial. O "sim" ou o "não" não acabarão com a violência. A violência é uma prática social, passiva de punição pelos aparatos estatais. Se a coibição da violência não acontece, tirar a arma de todos adiantará?&lt;br /&gt;- Opa! Há certa incoerência aí! Se você acredita na ineficácia do aparelho de Estado e que o referendo não terá alcance para tirar a arma dos bandidos, por que temer que as armas serão proibidas a todos?&lt;br /&gt;- Porque sou honesto e, como eu, várias pessoas gostariam de ter, legalmente, armas em casa, distantes dos filhos e longe de qualquer perigo, cogitando sua utilização somente quando necessário. As pessoas têm o direito de decidir, já que o estado não intercede por sua segurança. O 190 dá até ocupado...&lt;br /&gt;- As pessoas não podem decidir se não estão preparadas para lidar com a violência.&lt;br /&gt;- Quem está preparado para a violência? De onde vem a violência? Como ela vem? Nos EUA, crianças foram mortas em sala de aula, e rifles são distribuídos para quem abre contas em bancos. O estado reprime a violência até com pena de morte, mas isso não afugenta ninguém. Se, no Brasil, país em que a segurança plena é utópica, um cidadão, desamparado em nível social, econômico e político, não puder decidir se mata o assaltante, se tenta matar ou morrer por isso, se assiste passivamente ao espancamento de seu filho ou mulher durante um assalto ou se fica quieto com medo e, no final do assalto, após ter perdido tudo, vê toda sua família morta na sua frente antes de ser igualmente executado, sua existência não fez sentido, porque sua atitude estava subordinada às normas do estado, que nada fez, poderia fazer, ou fará. A democracia se fere quando a individualidade não é respeitada. Isso é mais do que uma questão política: é uma questão humana. Todos, dos vendedores de arma aos que propuseram o referendo em favor do "sim", estão sujeitos à violência e desconhecem seus próprios limites quando essa invade seu espaço, desrespeitando tudo de mais importante que se tem: a própria vida e a vida das pessoas amadas. Quem faz na mão a "pomba da paz", quem é declaradamente contra qualquer tipo de violência, e até quem admira Gandhi, seria capaz de matar para sobreviver ou viver. O que você faria?&lt;br /&gt;- Não tenho tendência à violência, mas depende da situação.&lt;br /&gt;- Então não faz sentido votar pela perda de um direito. O "sim", cabe dizer, é uma teoria magnífica. Que lindo seria se tivéssemos a chance de nos desentendermos, trocar socos ou, no máximo, pedras ou facas! O problema é que o crime é covarde, te pega desprevenido e sem armas. Se não fosse com essa vantagem, ele não compensaria. Que pessoas(bandidos) se aventurariam a invadir a casa de alguém para assaltar e matar? Elas têm o ônus das armas, e se sentem impunes ao planejar suas crueldades.&lt;br /&gt;- Não caberia o desarmamento então?&lt;br /&gt;- Caberia puni-las, porque as armas não funcionam se não houver uma mente problemática determinada a apontar um revólver para alguém e puxar o gatilho. Se eu morrer porque jogaram uma pedra na minha cabeça, o estado teria de tirar as pedras da população?&lt;br /&gt;- Não confunda revólveres com pedras!&lt;br /&gt;- Não confunda violência com seus instrumentos potencializadores. Que exista uma lei eficaz e coercitiva, que penalize todo aquele que utilizar pedras para agressão, em vez de, por exemplo, usá-las em construções.&lt;br /&gt;- Você é contundente. Mas eu ainda acho que uma arma é um símbolo da violência.&lt;br /&gt;- O maior símbolo da violência somos nós, em nosso individualismo e em nossa mediocridade moral e ética. Se sabemos que vivemos para desrespeitar, que criemos uma sociedade que bem imponha limites.&lt;br /&gt;- Tenho de concordar. Por mais que eu vá votar um "sim" pela vida no dia do referendo, enxergo coerência em seu raciocínio.&lt;br /&gt;- Eu também digo "sim" à vida. Digo também "não" à violência. Entretanto, tirar de mim uma possibilidade mais justa de querer escolher o que farei em minha vida – mesmo o direito de morrer - é uma violência. A violência, de fato, gera a violência, mas quem é contra ela nunca deve ou vai deixar de lutar por sua dignidade e por sua bandeira de paz. Quem mata para sobreviver mata pela vida. Essa é a lei de uma selva chamada Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Produzi este texto com a cabeça muito aberta, superando tabus e preconceitos meus. Cada lado da moeda tem suas vantagens, mas, em meu conhecimento superficial de mim e da maldade que habita os corações humanos, admito que protegeria minha família de qualquer maneira. Ser pela paz não é ser vulnerável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112982899160504309?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112982899160504309/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112982899160504309&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112982899160504309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112982899160504309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/10/arma-do-povo.html' title='A arma do povo'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112829451173284328</id><published>2005-10-02T16:07:00.000-07:00</published><updated>2005-10-02T16:40:21.260-07:00</updated><title type='text'>´Pela diferença</title><content type='html'>No dia em que todas as pessoas deixarem de usar ´no dia em que todas as pessoas´ em suas máximas, o mundo será melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112829451173284328?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112829451173284328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112829451173284328&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112829451173284328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112829451173284328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/10/pela-diferena.html' title='´Pela diferença'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112810685912491092</id><published>2005-09-30T11:56:00.000-07:00</published><updated>2005-09-30T12:02:06.396-07:00</updated><title type='text'>Os Machados, o filme, o Brasil Naturalista e 5 minutos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comprometendo-me civicamente com o cumprimento de meu papel de estudante de Comunicação, bati ponto no Festival do Rio. O filme foi "Cidade Baixa", num Odeon BR com uma baita cara de Maracanã - sem preparativos para o PAN - em dia de Domingo. Aplausos, gritarias e risadas à moda Bira(do Jô Soares) à parte, o filme, como muitos nesse novo Brasil (anti)hollywoodiano, tem confirmado a ascensão do cinema brasileiro ao patamar de único e a imposição de uma nova linguagem cinematográfica, única porque marcada pela brasilidade, igualmente singular. O filme é voraz, mais sexual do que sensual, e muito cru, tão cru que pode parecer indigesto. Lembrou-me Jorge Amado, não só pela baianidade, mas pelo violência inerente que extraía de fatos aparentemente comuns, tipo aquele "comum" que nos passa despercebido, mas choca quando vira arte. Destaque para a prostituta do filme, uma Rita Baiana(sic) pós-moderna, e uma Capitu sincera e ambígua, de olhos machadianamente indecifráveis. Aliás, o filme termina com essa dúvida, e Machado talvez esteja contente por ter havido uma certa tangência à sua ilustre idéia. Do mais o outro Machado se encarregou muito bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112810685912491092?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112810685912491092/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112810685912491092&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112810685912491092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112810685912491092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/09/os-machados-o-filme-o-brasil.html' title='Os Machados, o filme, o Brasil Naturalista e 5 minutos...'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112761845862064347</id><published>2005-09-24T20:20:00.000-07:00</published><updated>2005-09-24T20:23:34.973-07:00</updated><title type='text'>Eros, Bon Jovi e Wando</title><content type='html'>Criticamente, cabe dizer, antes de mais nada, que John Bon Jovi, apesar de sua ideologia pop e de seu rostinho de freqüentador do Balada Mix, não se difere do Wando em quase nada, estando sua pieguice, muito mais internacionalizada, apenas transcedendo o lar das domésticas para invadir e arrebatar os corações de jovens apaixonados. Em miúdos, cabe dizer que o amor, independentemente da imagem a que é associado, ou da maneira como é vinculado, não passa de uma coletânea inclassificável de músicas inesgotáveis, capaz de tematizar cada momento, lembrança ou gesto. Não é cabível avaliar a qualidade de uma música e muito menos se deter a detalhes quando uma temática como amor, universal e metafísica, é nobremente tratada de norte a sul do planeta e dos corações. A banalização a que tanto se alude é fruto de um hiato sentimental, da ausência de uma sensibilidade que não permite que se reconheça em um verso de música aquela história que só um olhar sabe contar ao outro, quando o pano de fundo é aquela gostosa solidão a dois. Enfim, a moral da história é a ética de nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você é luz and thank you for loving me."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112761845862064347?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112761845862064347/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112761845862064347&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112761845862064347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112761845862064347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/09/eros-bon-jovi-e-wando.html' title='Eros, Bon Jovi e Wando'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112614888193966179</id><published>2005-09-07T20:07:00.000-07:00</published><updated>2005-09-07T20:14:35.413-07:00</updated><title type='text'>Sublimação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De repente, o silêncio cutucou-me. Ouvia teclas misturando-se com cada batida de um coração angustiado. Eram dois corações na verdade. Pensava o sentido de mim mesmo, pensava em que direção ia o sentido de mim mesmo. Era um homem-vetor, produto kantiano de um mesmo mim, de minhas escolhas duvidosas e de minhas convicções incertas. Abria os olhos no intervalo de cada pensamento enquanto pensava os intervalos da vida que me levaram até o presente então. Pensava, enfim, em lacunas. Vácuo preenchido pela solidão que me acompanhou desde que me fiz homem. Era-me, em passado, Homem pela metade. Um agá minúsculo: metade sexo, metade vontade(de ma(iu)scular-me). O que temia eu perdendo-me no espaço curto, mas eterno de cada respiração audaciosa ?Meu sangue me mantinha vivo. E eu estava, como fogo em carne, com a minha carne ao fogo intransigente de meus anseios. Quando na penumbra vi a luz ofuscando minha covardia, fotossintetizei-me na coragem dos bravos. Não estava só, muito menos mal acompanhado. Como nunca, estava verdadeiramente acompanhado. Uma mão alisou-me palavras, contundentes demais para serem gestos falados. O suor, plasma da alma, vaporizava-se com o calor do momento ao passo que me sublimava paulatinamente. Sublimava-me. Apenas sublimava-me. Chamavam sexo o que era amor. Amávamos virgens um nirvana lírico. Salivávamos tolos o afrodisíaco de nossos ímpetos. Saciávamos completos os instantes rápidos e indefiníveis do indefinível. Preenchíamos o tempo com o nosso espaço, cuspindo em Einstein tudo que relativizava nossa certeza. Dois corpos, à sua maneira, disseram "Boa noite". Disseram "Boa noite" à noite boa que o vento aprovava. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112614888193966179?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112614888193966179/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112614888193966179&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112614888193966179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112614888193966179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/09/sublimao.html' title='Sublimação'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112614798488315764</id><published>2005-09-07T19:49:00.000-07:00</published><updated>2005-09-07T19:53:04.886-07:00</updated><title type='text'>A um amigo, a verdade sobre uma verdade</title><content type='html'>Em homenagem ao meu grandioso amigo João Marcelo Bazzarella, uma das pessoas mais valiosas que conheço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O caminho para a verdade é um só. Tente-o para errar para sempre."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112614798488315764?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112614798488315764/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112614798488315764&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112614798488315764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112614798488315764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/09/um-amigo-verdade-sobre-uma-verdade.html' title='A um amigo, a verdade sobre uma verdade'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112613897957105049</id><published>2005-09-07T17:21:00.000-07:00</published><updated>2005-09-07T17:22:59.576-07:00</updated><title type='text'>Tu, tu, tu, nós</title><content type='html'>&lt;p&gt;-  Eu não vou ligar, eu não vou ligar, eu... não vou... ligar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ela que me ligue. Ela vai sentir minha falta. Ela vai lembrar que eu sou o homem da vida dela. Ela que precisa de mim! Quem afinal ouviu da boca dela que eu era o homem da vida dela? Quem? Âhn? Quem aceitou? Eu, né? Então liga! Liga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O caminho é um só. Liga! Você não tem escolha, tá entendendo? Porque eu não vou ligar. Nem amanhã, nem depois. Talvez nunca. Aliás, nunca não. Nunca digo nunca. Nunca mais direi.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Portanto, liga. Eu estou te dando uma chance. De ser feliz, inclusive. Eu vou contar até 3. Um...liga, porra...2...dois e meio...Tá bom, vou ligar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ocupado?!! Deve estar falando com outro. Não. Duvido. Tenho certeza de que não. Ela me ama... Ela me ama e me quer. Ela me ama, me quer e vai ligar. Vai ligar. Liga!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Alô! Pronto! Não. Não. Não. Não!&lt;/p&gt;&lt;p&gt; - Engano...humpf...que engano...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112613897957105049?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112613897957105049/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112613897957105049&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112613897957105049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112613897957105049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/09/tu-tu-tu-ns_07.html' title='Tu, tu, tu, nós'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112233014409685969</id><published>2005-07-25T15:18:00.000-07:00</published><updated>2005-07-25T15:33:13.206-07:00</updated><title type='text'>"Recordar é escrever".</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Ponte da Amizade&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não havendo a intenção de desmerecer o ônibus e sua relevância como transporte e, de certa forma, personagem urbano, o metrô revela-se um mais adequado retrato da dinamicidade contemporânea. É até comum, em documentários sobre grandes metrópoles, ao som do significativo hit Under Pressure, aparecer aquele desespero individualista, que é o correspondente macroscópico a espermatozóides em luta por fecundação. É nesse cenário(do metrô) que milhares de cariocas diariamente vivem momentos imediatamente anteriores à lida ou à execução de tarefas que compõem um atribulado cotidiano. E é visando a compor o meu que, numa Quarta-feira dessas, tomei a iniciativa de ir ao centro da cidade e comprar algo que me faltava. Na Uruguaiana, cuja qualidade e, muitas vezes, a origem do que é vendido justificariam a denominação mais adequada de “Paraguaiana”, creio que poderia alcançar meu objetivo. Em meu caminho, estava o metrô, uma Ponte da Amizade com ar-condicionado e livre de assaltos, pelo menos quando não se está comprando o bilhete .&lt;br /&gt;Em todo caso, lá estava eu, enchendo um vagão semilotado. Em torno de oito horas, a rotina já dava “Bom dia” e, limpando cada remela como se fossem lágrimas de preguiça, cada carioca se lembra de que há uma realidade a ser vivida, para muitos, a ser vencida. As olheiras de fadiga nos rostos segundafeirizava os presentes e os fazia regredir de pessoas a triste e artificial condição de passageiros. A frieza de Matrix subiu-me pela espinha e desviou o meu olhar antes fixo no nada ou em algum ninguém. Notei, então, a senhora de pé ao meu lado. Com várias bolsas e uma mala falante que tinha lá seus sete anos, olhava para o além, parecendo meditar com o arranhar nos trilhos. O menino, não menos distraído, olhava-me de maneira vacilante enquanto cantava algo ininteligível. O trecho, por menor que seja, é sempre tedioso e equivale a um andar horizontal de elevador, sobretudo pela indiferença das expressões faciais que deixam o ambiente com um vácuo desagradável. Do meu outro lado, um homem de terno e de gel, engravatado de orgulho e lamentando por estar andando de coletivo, observava-se narcisicamente no reflexo negro da porta fechada. Enquanto o metrô preparava sua parada na estação, vi seu pedantismo wallstreetiano ser quebrado pela visão de uma subdesenvolvida e alaranjada placa que indicava “Cinelândia”. Sorri brasileiramente.&lt;br /&gt;E o metrô se foi, rumo à recordista de desembarque. Enquanto a voz mal-humorada e arrastada anunciava “Carioca”, o individualismo brasileiro latejante levava todos quase que por hipnose ás portas. Novamente, no reflexo destas, não pude deixar de perceber uma mulher que conferia rugas, quebrando com certo molejo seu pescocinho pro lado. No ritmo da vaidade, inclinei-me para checar o meu visual e voltei à posição inicial com a rapidez de quem lamenta ter demorado a ver o que todos já vinham vendo há algumas estações. E a mãozinha pelo rosto, juntamente com um bocejo forçado, transformava um jovem cansado, frustrado e digno de pena, num rapaz alternativo e moderninho, que faz cara de Robert de Niro para todo mundo e acredita ter personalidade quando modela o cabelo com o travesseiro. Graças a Deus e ao metroviário, abandonei esses pensamentos de supervalorização do invalorizável e pude voltar a pensar no alheio, assunto que, se não mais interessante por seu conteúdo, é mais pertinente por desviar o foco da discussão.&lt;br /&gt;“Cheguei!” – pensou o subconsciente coletivo. O tranco da freada, contundente a ponto de ser considerado proposital, uniu as pessoas artificialmente e qualquer pedido de desculpas foi tão raro como o de licença. Na saída, passadas largas e pesadas promovem o vestibular das escadas, para o qual a única qualificação exigida é a malandragem na tomada da frente; “Isto é Brasil” – pensei, mas não estava na fila de um banco, tampouco me considero um legítimo Cronemberger. Fecharam-se as portas e, repentinamente, tudo era mais vazio. Em poucos segundos, mais estereótipos da estação vindoura organizavam-se para a saída Traziam nos olhos que espetavam a porta de saída a vontade incontrolável de chegar o mais rápido à rua da Alfândega, uma Meca para quem curte pechincha. Aquela senhora, que praticamente hibernava desde que a havia notado, arrumava da melhor maneira possível o vestido de viscose que moldava um corpo pouco contemporâneo. Sentiu-se realizada por ter conseguido encostar em alguém que estava imediatamente encostado na porta. Prata para essa vencedora. Conformado em ser o último a sair, isolei-me, observando a pressa dos que viviam fervorosamente a falaciosa idéia da “escada pouca, meu degrau primeiro.” Ao final de tão desgastante espera, subi sem pressa os derradeiros degraus da infinita escada. Olhei para o pulso procurando pelas horas que, inexistentes, lembraram-me do motivo de minha ida ao centro. Apalpei alguns reais no bolso e me perdi com certo atraso na multidão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112233014409685969?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112233014409685969/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112233014409685969&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112233014409685969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112233014409685969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/07/recordar-escrever.html' title='&quot;Recordar é escrever&quot;.'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112203483426424441</id><published>2005-07-22T05:14:00.000-07:00</published><updated>2005-07-22T05:20:34.266-07:00</updated><title type='text'>O tanto</title><content type='html'>Quantas vezes devo dizer&lt;br /&gt;O que muitas vezes eu quis&lt;br /&gt;Quantos quantos eu disse&lt;br /&gt;Para dizer o tanto que vale&lt;br /&gt;O tanto que é, o tanto que sela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes o quanto&lt;br /&gt;Me disse o quanto&lt;br /&gt;Você me quantificava&lt;br /&gt;Tantas vezes o onde,sempre enquanto,&lt;br /&gt;Me disse que eu te andava&lt;br /&gt;Passeava, Corria&lt;br /&gt;Tanto quanto nossas vontades&lt;br /&gt;Tanto quanto aos nossos temores&lt;br /&gt;vãos, por enquanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o quanto te amo&lt;br /&gt;O quanto diz:&lt;br /&gt;Te amo tanto&lt;br /&gt;E o tanto vale o que vale&lt;br /&gt;Advérbio de nossa intensidade&lt;br /&gt;Tão logo chegue à unha de nosso amor&lt;br /&gt;substantivo de intensidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112203483426424441?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112203483426424441/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112203483426424441&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112203483426424441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112203483426424441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/07/o-tanto.html' title='O tanto'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112065747614807541</id><published>2005-07-06T06:42:00.000-07:00</published><updated>2005-07-07T11:24:21.266-07:00</updated><title type='text'>A mentira (não) tem olho roxo</title><content type='html'>Essa eu quero ver. Logo mais, o "top wood´s face" do momento estará com o Jô pedindo, com seu discurso sempre bastante apelativo, que alguém torne roxo seu outro olho. O despeitado deputado R.J. - cabe não citar o nome para não prejudicar sua imaculada reputação - estará mais uma vez dizendo ao mundo, e a Petrópolis, cabe lembrar, que não foge à luta, tendo coragem de enfrentar até a prateleira em que gurda com carinho a música de Lupcínio Rodrigues. Estarão em pauta assuntos inéditos como mensalão, CPI dos Correios e, crise do PT, tópicos que resgatam, com merecida saudade, os tempos "colloridos", os crimes pseudo-passionais e lembrança dos sortudos que sempre ganham na loteria. Ele, advogado criminalista, profundo conhecedor do crime(suas origens, circunstâncias e práticas) acredita que se tornará o maior mártir da política brasileira, enquanto a política brasileira acha que, não satisfeito em ser ladrão, o judas ainda quer anexar ao currículo o título esplêndido de "X9 pela Ordem pública". Seria louvável a dignidade de um homem que, conhecendo o que o povo sofre desde o Pós-ditadura, decide denunciar agora os outros só porque irremediavelmente já seria alvo de punição(ou não, caberia dizer caetanamente)? Moralismos à parte, verdade seja dita(pelo menos aqui): os brasileiros não estão mais preocupados em descobrir a verdade. O quanto antes, interessa encontrar o que é mais convincente para se acreditar. A estratégia de segmentação de "Rob Dedo Duro" deixaria Göebbels morrendo de inveja. Romper o paradigma, desvendar o trambique, apontar a delinqüência de luxo e expor as articulações clientelistas(Adoro Heloísa Helena!!!) não interessam, obviamente, ao nosso querido deputado. Posar como o bonzinho que tem vontade de fazer tudo isso já é suficiente para que o admiremos como o Messias, como o político sem precedentes que conquistou a sua vez. Ele é o "Rouba, mas fala", minha gente, uma adaptação demagógica do Maluf, mas sem ter construído túneis em Petrópolis. A verdade não é uma só nem nos livros de filosofia, quanto mais na boca dos congressistas ou nos dentes cerrados de raiva da cúpula governista do PT. Murilo Benício, em participação histórica no Programa do Faustão(quando foi mesmo?), proferiu uma frase que, na companhia em que estava, foi exaustivamente repetida como a pólvora do século XXI até que o público recebesse o sinal para aplaudir: "Eu estou acreditando em quem está mentindo." Caro Murilo, não admiro seu trabalho, tampouco seu potencial para aforista, mas sua colocação só não é mais pertinente do que reduntante em relação ao cenário nacional. Afinal, se não acreditarmos em quem está mentindo, só nos restaria acreditar em quem não está dizendo a verdade. Ou seja, o caminho é um só: Fausto é um bom apresentador, Murilo é esplêndido ator e a política é um poço de verdades. Não é, Jô?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112065747614807541?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112065747614807541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112065747614807541&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112065747614807541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112065747614807541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/07/mentira-no-tem-olho-roxo.html' title='A mentira (não) tem olho roxo'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-112065721535996610</id><published>2005-07-06T06:38:00.000-07:00</published><updated>2005-07-06T06:40:15.363-07:00</updated><title type='text'>Entre paredes um coração</title><content type='html'>Ele parou, olhou para o teto e temeu o pior. Afastou o olhar como criança, mas já adulto sabia o que devia encarar.O mundo era bastante para todos, menos para a sua inquietude. Os que temiam eram fracos e temiam mais do que soma de todos os seus medos. Não, não era fraco. Sabia disso, por mais que temesse o teto. Tentou as paredes. Fechadas, elas o aprisionavam ainda mais em seus medos, em suas doenças implacáveis. "Por que, teto e paredes, devo temer a verdade? Desabem se eu merecer, mas deixem me o gosto do real, o sabor do íntegro e o triunfo do saber. Ao menos vocês não neguem a dádiva do conhecer puro. Confio sim. A placidez com que me encaram é contundente." Convicto, já acreditava que o recinto em que diluía suas angústias era mais confiável que seu próprio coração: O maldito órgão que não enxerga o que a razão entre quatro paredes e um teto elucida. Sua reflexão era externa ao seu próprio desejo, porque seu pensamento pensava, mas não entendia o que o corpo queria fazer. A verdade, então, era uma faceta de uma mentira sinceramente inventada, de um "sim" que insistia em negar com furor de cientista, mas sem o sentimento de poeta. Como pensar de maneira tão pragmática o que estava sentindo ? Como pensar o que estava sentindo ? Como sentir o que estava sentindo ? O caminho sem volta não é para os tolos, mas para os apaixonados. Paredes e tetos testemunham.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-112065721535996610?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/112065721535996610/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=112065721535996610&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112065721535996610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/112065721535996610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/07/entre-paredes-um-corao_06.html' title='Entre paredes um coração'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111930263828536036</id><published>2005-06-20T13:50:00.000-07:00</published><updated>2005-06-20T14:50:02.803-07:00</updated><title type='text'>Foucault só podia ser gay</title><content type='html'>A história é a procissão dos vitoriosos. Entretanto, com o tempo, triunfam os vencidos e a bandeira que ousam levantar em nome de si mesmos, em prol de suas vitórias diárias sobre a opressão que os estereotipa como esquerda, oposição e gauche, isto é, tudo aquilo que não é grego, ocidental, parnasiano, normal, padrão e controlável. Ser gauche não deveria ser coisa de anjo torto, tampouco de um Lúcifer que vomita suas mais profundas pretensões demoníacas. Ser gauche é coisa de encapetado, não de capeta ou de infelizes "descapetados" pelo sistema. Coisa de quem acha sua insanidade sã e individualmente louvável.&lt;br /&gt;Felizes dos diferentes que, muito menos que gozar a grandeza de uma genialidade abafada, vivem uma vida que ninguém vê, porque sua vida é morta antes, na ideologia anti-cazuziana de cada um. Bacanas e legais(em sentido coloquial, evidentemente) são aqueles que querem ser diferentes, que dão - mesmo sem querer - variedade ao mundo com a sua estranheza, que pintam para si o cabelo da cor dos seus sonhos, e que vêem no grupo um espaço para sua identidade, nunca, jamais, mai, never, para sua identificação. Os símbolos sociais são rótulos que nos prendem em relação ao que podemos ser, ao que queremos poder. Eles são por nós. São aquilo que o cotidiano não nos mostra: o purgatório na terra para um paraíso que não chega. Não é necessário fugir deles. É determinante que não nos sintamos aprisionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Exatraído de mim)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que devemos viver bem essa vida, da maneira como nos foi dada e do modo que quisermos. Não sabemos como vamos ser penalizados quando chegarmos ao céu dos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111930263828536036?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111930263828536036/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111930263828536036&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111930263828536036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111930263828536036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/06/foucault-s-podia-ser-gay.html' title='Foucault só podia ser gay'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111826367960261063</id><published>2005-06-08T13:13:00.000-07:00</published><updated>2005-06-09T10:40:13.523-07:00</updated><title type='text'>Bola de prata</title><content type='html'>Dizem línguas peaguenses, nem más nem boas, que devemos inverter clichês de modo a conferir originalidade ao texto. Como não gosto de conferir nada, atrevo-me a deixar que o "logo mais" me engane em vez de me meter a pretenso e recalcado tablóide no amanhã que se dará depois do restinho de hoje. Refiro-me, não categoricamente, ao jogo da seleção, como muitos de vocês não perceberam, simplesmente porque era impossível perceber.(embromation prende o leitor de raiva).&lt;br /&gt;Como estratégia de segmentação, trago a inovação de um texto que não prevê, mas já desenvolve uma especulação que, suponhamos, poderia ser considerado plausivelmente previsível: a seleção perderá, logo mais, para a Argentina. Pode escrever. Aliás, escreva também o horário deste post para que ninguém ou nada, nem um Bug do Milênio retardado, consiga me desmentir e dizer que publiquei despois da partida. Sim, quero dizer convicto: o Brasil vai perder. E como deixei um pessimismo contundente para agora, deixarei os argumentos que terei, independentemente dos resultados, para depois. Mas que ele vai perder ele vai. É a minha teimosia infantil que está dizendo. Na verdade, dando uma palhinha de minha esquizofrenia nacionalista, sou convicto admirador do futebol argentino. A eficiência argentina, pouquíssimo expressiva em copas, aprecio muito. Por critérios fundamentalmente subjetivos, prefiro a técnica inabalável e constante de Verón, o espírito artilheiro e raçudo de atacantes como Bastistuta e Crespo, que mais do que o faro do gol sentem a necessidade de fazê-lo, e o futebol dopado e objetivo de Maradonna, a uma grande quantidade de jogadores meia-bomba(bombas inteiras,muitas vezes), que colocaram a amarelinha no currículo para que olhemos atônitos o feijão com arroz que não nos dá nem a sustância da vitória, nem a aliementação saudável e brasileira de um espetáculo do tipo setentino, convenhamos, há muito esperado. Adoro quando nossos rivais nos obrigam a puxar de nossa manga argumentos como "somos penta" e "temos o rei do futebol", no momento em que vencem de nós ou, como acontece na maioria das vezes, quando perdemos para eles. Não sou da esquerda do futebol, mas é por admirar o futebol brasileiro como cultura e ciência inerentes a essa galera dos trópicos que reconheço que já contamos com muita sorte desde que nosso futebol passou a se entender por gente. E os argentinos, pobres europeus subdesenvolvidos, já contaram com muito azar, desde que começamos a não os compreender(e tolerá-los) como gente. Não vou preferir aguardar nada. Quero que o "tabu dos pampas" se perpetue sim, justamente porque meu sangue é brasileiro e não desistirei nunca de dizer que nossa falta de seriedade é comprometedora, mesmo quando não comprometer a nossa coleção de títulos. Acho que não me queimarei se o Brasil der uma goleada ou, não descarto, se vencer sem convencer, como acontece na maioria das vezes. Tenho copas pela frente na manga. Elas permitirão que eu triunfe em relação à minha tese. Meu fracasso espistemológico não será lembrado, contudo, enquanto estiver vibrando, como qualquer brasileiro, com nossos gols e acasos. Afinal, argentino é argentino, e brasileiro é aquela coisa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111826367960261063?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111826367960261063/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111826367960261063&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111826367960261063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111826367960261063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/06/bola-de-prata.html' title='Bola de prata'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111795214389951891</id><published>2005-06-04T23:14:00.000-07:00</published><updated>2005-06-14T20:01:56.306-07:00</updated><title type='text'>Princípios da Dinâmica: fins da vida</title><content type='html'>Esse post traz lembranças convenientemente esquecidas de submatérias que roubavam o tempo a ser dedicado ao estudo(bem mais profícuo) das Ciências Humanas. No entanto, elas, se não foram, devem ser convenientemente esquecidas. Ai, ai, Pessoa, "Redundar é preciso..."Esse não é o comercial do Banco real, mas é uma singela publicação do que respondi em uma dinâmica de grupo da qual participei há pouco. Pediram-me que criasse uma espécie de jornal que sintetizasse um pouco de mim. Entre coisas outras, uma manchete deveria ser criada, uma espécie de "lead of life" capaz de reduzir ainda mais nossa limitada existência.No final das contas e do tempo, atrevi-me a dizer que "o sentido da vida é o sentido que se dá a ela". Se esse aforismo arrepia pela vaguidão ou simplesmente não faz sentido, seu sentido já está pronto, e seu critério de vida, devidamente estabelecido. Não somos escravos das circunstâncias, inferi. Muito pelo contrário: as escravizamos. Criamos o mundo que cabe em nosso egoísmo, o mundo que funde nosso eu à vã vontade de ser alguém em vez de sermos simplesmente o que somos. Acho que é uma explicação deveras reflexiva. Estática demais para uma dinâmica de grupo. Temo pela solidez do pragmatismo petulante das psicólogas e pela necessidade voraz que faz com que nos submetamos, como arlequins em busca de atenção, ao que a entidade demoníaca chamada "mercado de trabalho" estabelece como paradigma para nossa inserção em seu contexto rotulador. É simplesmente chata a anulação da individualidade nas entrevistas em que, não se sabe como, almeja-se sobressair-se pela diferença, mas se teme que a ausência de igualdade fuja de maneira hedionda aos parâmetros de normalidade. Por que todos dizem que adoram "desafios", que acham a sua profissão a melhor do mundo e que sempre sonharam em trabalhar na empresa que os submete à humilhação de um processo de seleção superficial e injusto? É muita vontade de resistir a si próprio ou é falta de vontade de ater-se ao que realmente faz diferença nessa vida? Vão-se as entrevistas, ficam os dedos que contam hesitantes quantas pessoas transbordam a pessoalidade feliz e aprendiz de Gonzaguinha. Meu blog, sempre muito sincero, notifica-me de um certo recalque, sobretudo porque não passei na entrevista. Mas sou recalcado mesmo, e digo com tom suburbano porque não nego minhas origens apesar de lamentar meus fins no mercado de trabalho: uma peça de uma engrenagem fordista, desprovida de vontade ou potencial criativo, submetido a ditames capitalistas que deixam o futuro como meu carro-chefe: negro, produzido para refletir os que se vêem, mas não o que é para ser visto. Nunca pedirei perdão, exceto em ocasiões em que a ironia me turbinar a língua, de dizer que não deveria ter sido eu. É o caminho menos trabalhoso de ser feliz. Eu não reclamo. "Eu" não reclama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111795214389951891?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111795214389951891/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111795214389951891&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111795214389951891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111795214389951891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/06/princpios-da-dinmica-fins-da-vida.html' title='Princípios da Dinâmica: fins da vida'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111700065874509793</id><published>2005-05-24T22:45:00.000-07:00</published><updated>2005-05-25T12:41:58.226-07:00</updated><title type='text'>"Pormelhores"</title><content type='html'>Creio ser mais nobre a tentativa de estar entre os melhores do que tentar ser o melhor desses. Viver a certeza de ser lembrado sem sofrer o temor de ser odiado, potencialmente atacado e ser o alvo das críticas que ampliam suas falhas a ponto de torná-las manchas irremovíveis, acarreta um orgulho mais humilde e um estímulo a tentar ser melhor como o melhor, mas nunca o próprio. Aos melhores não é admitido o erro, pois sua imagem de destaque transcende sua "melhorescência". O bom de ser um pouco pior do que o melhor traduz uma paz e uma prosperidade em relação à melhora. Felizes dos piores que perdem para os melhores, mas ratificam um sentido para a vida, afinal, só melhora quem já foi pior. Infelizmente, para o melhor, melhorar é mais do que uma redundância: é a condição para a sua inexistência. Existir, portanto, não é melhor. Subexistir, todavia, é manifestar-se digno de buscar uma plenitude existencial, de melhorar, de buscar o resto do círculo lacaniano que se encontra no vácuo de nosso orgulho. A humildade determina a intensidade de nossa existência, e o melhor que temos para dar hoje não passa de um pior que olhamos com desdém amadurecido no espreguiçar do amanhã. Todas as capas de jornal de hoje, de ontem e de sempre inferem que o ser humano, por incrível que pareça, precisa dar uma piorada. Tá melhor demais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111700065874509793?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111700065874509793/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111700065874509793&amp;isPopup=true' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111700065874509793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111700065874509793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/05/pormelhores.html' title='&quot;Pormelhores&quot;'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111565876805996371</id><published>2005-05-09T09:54:00.000-07:00</published><updated>2005-05-09T10:12:48.076-07:00</updated><title type='text'>O homem, é aquela coisa...</title><content type='html'>Por vezes observei em uma gramática minha o anacoluto de meu primo mais ilsutre, Carlos Drummond de Andrade. Lá estava. Emblemático, didático e, como não deixaria de ser, poético.&lt;br /&gt;Dizia assim: "O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto." Acho que Drummond não queria ser chamado de mito, ou que sua condição(inalienável) de mortal o definisse estupidamente como um ser estritamente humano. Talvez não quisesse ser homem. Talvez fosse até mais poesia do que humanidade. Chamar-lhe homem não passa de um mito, se comparado à densidade de suas palavras. Que eu fique com os anacolutos para meus humildes posts...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111565876805996371?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111565876805996371/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111565876805996371&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111565876805996371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111565876805996371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/05/o-homem-aquela-coisa.html' title='O homem, é aquela coisa...'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111560029256273212</id><published>2005-05-08T17:38:00.000-07:00</published><updated>2005-05-09T10:18:16.673-07:00</updated><title type='text'>Um visão Lockeana da escrita</title><content type='html'>Este texto é o resultado de um experimento. Para um trabalho de faculdade, resolvi abandonar minha linha de escrita e tentar “diegar” um pouco para saber se eu também consigo. O resultado pareceu-me razoável. A nota, não a revelarei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem ousou dizer um dia, com pomposo idealismo, que a Democracia é a arma do povo, ou mesmo um herói para esse, não cogitou a existência de um país chamado Brasil. Tendo visto de presidentes belos, “colloridos” com reluzente óleo de peroba em rosto cínico, a homens de muita sorte, abençoados por terem ganhado mais de 100 vezes na loteria, o país do “tudo que se planta dá” não (im)plantou alicerces democráticos sólidos nem deu ética e moralidade àqueles que se divertem na certeza da impunidade, ganhando fama nos noticiários a que assistimos como espectadores de nossa própria tragédia. O que abunda mais do que soja e politicagem no Cerrado, no entanto, é a quantidade de pessoas determinadas a perpetuar a inércia política e social que há tempos se fixou como endemia em território brasileiro. A bola da vez? Severino Cavalcanti, o homem simples, eleito com maioria absoluta de votos e aceito com minoria absoluta de credibilidade. O homem, enfim, que é a cara do Brasil. Portanto, um anti-herói.&lt;br /&gt;Devemos, antes de tudo, aceitar que ele é mais um produto da endogenia ininterrupta que compõe a corrupção brasileira. Dessa forma, nossa preocupação deve estar no reconhecimento lamentável de que a força do aparato político atua de maneira unidirecional, de dentro para dentro, iludindo-nos quando acreditamos que nosso voto, muitas vezes variado e esperançoso, será capaz de reduzir o círculo vicioso oligárquico que se fortalece na mesmice do poder decisório . Nosso desgosto latejante não permite que os aceitemos como parte desse Brasil que tanto amamos, porque não fazemos parte desta súcia de políticos que tornam nosso destino cada vez mais incerto(ou definitivamente certo). Somos os brasileiros que sofrem, e esse é o papel, o fardo e a máscara social que carregamos com o orgulho que traduz a moralidade que exigimos dos detentores do poder, mas não admitimos como norteadora de nossa conduta. Como inferiria Nieztsche , “nós somos bons, porque eles são ruins.” Essa ordem ou verdade seria essencialmente válida?&lt;br /&gt;A partir do momento em que não queremos nos sentir parte da falha moral da política, e gostamos de nos sentir isentos dessa culpa, não percebemos que, dentro do alarmante quadro de desigualdade social em que vivemos, a eleição de Severino nada mais é do que um macroreflexo da estrutura oligárquica que se estabelece e se renova, tanto na esfera política quanto na esfera social como um todo. O Severino que aprova, com prioridade, o aumento de salário em benefício próprio e daqueles que articulam seu poder equivale ao mesmo cidadão que, em seu conforto de classe alta, vota contra as cotas nas universidades, ou ostenta o carro, o tênis e todos os bens do ano pelas ruas em que a miséria impera. A política é um circuito de grande amplitude, encontrando seu sustentáculo na maximização dos lucros e na perpetuação da concentração dos meios dessa maximização nas mãos dos mesmos poucos que, com o gritante contraste socioeconômico existente, vibram por se isolarem como vencedores sob a ótica do capitalismo selvagem. A oligarquia, no Brasil, sobretudo no início do pós-ditadura, já assume caráter de empresa ou entidade, depositando a responsabilidade sobre a aplicação do nepotismo e do clientelismo nas mãos daqueles que são previamente avaliados como capazes de centralizar bem os interesses da maioria dos membros de uma determinada minoria oligárquica. Severino Cavalcanti, o Papa da vez, é que assume a testa de ferro, dando a própria cara aos tapas da quase extinta classe média, enquanto os beneficiados por sua política, inclusive os que o elegeram, circulam pelas ruas como acidentalmente favorecidos, como vítimas covardes de suas próprias circunstâncias, como indigentes ricos que dividem o território da nação com os otários que, felizmente, não os reconhecem ou fazem deles notáveis. A corrupção é herói sem rosto, mas multifacetado.&lt;br /&gt;Bill Clinton, em visita ao Brasil, afirmou que “a corrupção é um problema endêmico”. Estaria, conceitualmente, entranhada como chaga social no comportamento de um povo, apresentando-se do cafezinho dado ao guarda, aos propinodutos indiscretos e de grande alcance. Severino, violentamente criticado, não é exceção à regra, justamente por ser tão brasileiro quanto nossos próprios umbigos. Nossas redes de favorecimento também existem. Nosso medo de estar em desvantagem é proporcional ao ódio com que xingamos um ladrão de maior projeção, na medida em que desconfiamos que algo foi perdido de alguma forma. Somos anti-heróis também, talvez recalcados em relação à “severinagem” alheia. Somos “Severinos”, enfim. Presidimos nossa própria elite de pensamentos egoístas, exigindo hipocritamente o aumento de consciência crítica em relação ao aumento que a Elite política dá a si mesma. Vítimas e praticantes do mesmo discurso Severino, devemos perceber que reflexão é bobagem. Abandonemos, de vez, essa crítica “sem fundamento”. Limitemo-nos a analisar a convergência entre os interesses...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111560029256273212?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111560029256273212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111560029256273212&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111560029256273212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111560029256273212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/05/um-viso-lockeana-da-escrita.html' title='Um visão Lockeana da escrita'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111506847976763998</id><published>2005-05-02T13:57:00.000-07:00</published><updated>2005-05-02T20:00:45.923-07:00</updated><title type='text'>Fale com Ele</title><content type='html'>Por que não acreditar em Deus? Seria um orgulho quase comunista de se voltar contra o vigente ou uma temerária postura intelectualóide de quem não quer quebrar a cara ao chegar ao final da vida e não encontrar nada além da morte? Ser comunista é tão pouco nobre quanto ser intelecutalóide. Diante de quem seria necessário, após a morte, ter a certeza de que Deus não existe? Quem poderia ouvir contrariado (ou feliz) o famoso "Tá vendo?!" ou o ilustre "Eu não disse?!" depois que se tornarem impossíveis o ver ou o dizer? Custaria aos ateus acreditarem ao menos numa força, criadora e estável, que não faz sentido, mas que deu sentido a nós? É provável que sua humildade tolere a existência de Deus como um mero início, um acaso químico, físico ou metafísico, nunca um fim em seu si interdependente. É possível que aí comece o fim. A religião é o ópio do povo. O marxismo, o ópio dos intelectuais. A fé, contudo, é a heroína do homem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111506847976763998?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111506847976763998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111506847976763998&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111506847976763998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111506847976763998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/05/fale-com-ele.html' title='Fale com Ele'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111436276397329814</id><published>2005-04-24T10:07:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T10:12:43.973-07:00</updated><title type='text'>Felippe 85</title><content type='html'>Meu blog chamou-me num canto e perguntou-me o que eu tinha contra os Chevettes, considerando o fato de que eu sequer tenho condições de ter um.  Respondi-lhe que qualquer bem é um bem e faz bem quando bem para si, nunca em relação aos outros.  Infelizmente isso não cabe num adesivo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111436276397329814?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111436276397329814/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111436276397329814&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111436276397329814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111436276397329814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/felippe-85.html' title='Felippe 85'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111435779611694618</id><published>2005-04-24T08:36:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T08:49:56.116-07:00</updated><title type='text'>Os 20 anos dele</title><content type='html'>OITO ANOS&lt;br /&gt;(Paula Toller / Dunga)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que você é Flamengo&lt;br /&gt;E meu pai, Botafogo?&lt;br /&gt;O que significa&lt;br /&gt;"Impávido Colosso"?&lt;br /&gt;Por que os ossos doem?&lt;br /&gt;Enquanto a gente dorme?&lt;br /&gt;Por que os dentes caem?&lt;br /&gt;Por onde os filhos saem?&lt;br /&gt;Por que os dedos murcham&lt;br /&gt;Quando estou no banho?&lt;br /&gt;Por que as ruas enchem&lt;br /&gt;Quando está chovendo?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Por que o fogo queima?&lt;br /&gt;Por que a lua é branca?&lt;br /&gt;Por que a Terra roda?&lt;br /&gt;Por que deitar agora?&lt;br /&gt;Por que as cobras matam?&lt;br /&gt;Por que o vidro embaça?&lt;br /&gt;Por que você se pinta?&lt;br /&gt;Por que o tempo passa?&lt;br /&gt;Por que que a gente espirra?&lt;br /&gt;Por que as unhas crescem?&lt;br /&gt;Por que o sangue corre?&lt;br /&gt;Por que que a gente morre?&lt;br /&gt;Por que é que um Chevette 85 me passa ontem com um adesivo "Não me inveje. Trabalhe!"?&lt;br /&gt;Well, well, well...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111435779611694618?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111435779611694618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111435779611694618&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111435779611694618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111435779611694618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/os-20-anos-dele.html' title='Os 20 anos dele'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111435670539572117</id><published>2005-04-24T08:30:00.000-07:00</published><updated>2005-05-02T09:08:31.983-07:00</updated><title type='text'>Sexo, amor e manual de traição</title><content type='html'>Quando a literatura de Paulo Coelho começou a tornar-se febre, os mais sagazes já poderiam supor que a humanidade estava sofrendo de doença maior. Evidentemente, resguaradados a sua leitura de fácil compreensão, a sua escrita superficial, potencialmente aprofundável, e a amplitude de seu conhecimento acerca das carências humanas, muito já se falou do mago(do marketing) brasileiro. A categoria "livros de auto-ajuda" já vem beliscando a hegemonia da Bíblia e, no meio dessa prosperidade, só Langdon e Da Vinci para chamarem a atenção com sua categoria "literatura especulativa de esclarecimento". Mas quem vive, mesmo que por um segundo a mais de quem já morreu, vê um mundo completamente diferente. Ontem, passando por um tótem, tomei dimensão da amplitude do discurso comercial a que estamos submetidos. Um livro propunha-se a ensinar como trair sem ser descoberto. À parte o nexo inerente entre as regras de conduta moral e a ética inconseqüente do homem, o livro da categoria "auto-prejuízo" pareceu-me, além da mais veemente marca contemporânea em relação à legitimação da promiscuidade, um manual para um público alienado e burro. Além de alheio a elucidativas composições de Wando e Elymar Santos sobre assunto, esse público está envolvido, sem saber o porquê, pela lógica quantitativa do acúmulo de mulheres como status social e, já supondo que a perspectiva machista abre espaço para uma "puladinha de cerca" num relacioamento estável, acreditam que certas informações são indispensáveis a "chifradores" amadores(ou amantes) ou ao seu "mega-ego" não-freudiano.A Era Pós-Moderna nos didatiza a traição. Enquanto isso, o mundo ferve querendo paz e tranqüilidade entre os povos, tendo condições de cogitar confiança consistente num relacionamento que só é chamado de "a dois" porque, pelo menos em um momento, o homem e a mulher estarão juntos para conversar sobre a relação, sobre o pôr-do-sol ou proferir "eu te amo", expressão lírica dos séculos passados utilizadas por quem, imaginem só, só desejaria apenas uma pessoa por em um momento. A liberdade é um caminho tão bom, que dá a bons e maus o direito de quebrar a cara. Que esse livro não seja esquecido na cabeceira de uma cama de casal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111435670539572117?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111435670539572117/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111435670539572117&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111435670539572117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111435670539572117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/sexo-amor-e-manual-de-traio.html' title='Sexo, amor e manual de traição'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111377901185420246</id><published>2005-04-17T15:38:00.000-07:00</published><updated>2005-04-17T16:03:31.856-07:00</updated><title type='text'>Era melhor ter ido ver o Pelé...</title><content type='html'>Deve haver, em alguma esfera metafísica aonde a compreensão humana não chega, uma força que impede que os times pequenos do Rio de Janeiro vençam os torneios estaduais. Ou, muito, pior: uma força que impede que os grandes percam e sejam humilhados como gostam de fazer com os pequenos ou com seus rivais. O Fluminense custou a vencer o bola quadradíssima do Volta Redonda. Portanto, do alto de meu ego de flamenguista frustrado, teço três comentários interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Primeiramente, o ego de um flamenguista não pode estar alto, a não ser que se considere o "sapato" com que nossos atletas têm jogado. Temos um paradoxo, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em segundo lugar, a expressão "flamenguista frustrado" constitui pleonasmo que, vicioso, só ratifica, a cada jogo, que a nação rubro-negra já se acostumou a perder. O gostinho de derrota, sem talento sequer para uma vingança, é um prato que se come bem frio e a R$ 1,00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Flamengo precisa de uma entidade como a que intercede pelo Fluminense, que joga mal, mas tem sorte, seja com gol de barriga, de cabeça(sem querer) ou de pensamento. Precisamos de um santo que acumule funções como a de jogador, a de técnico e a dirigente, como disse, sabiamente, o profeta Martinho da Vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Blog já sabe que sou recalcado. Sabe também que minha honestidade transcende o fanatismo futebolístico. Ele pode supor agora que pouco me interessa se o Flamengo é ruim e perdeu, ou se o Fluminense, igualmente fraco, conquistou o Campeonato Estadual. O melhor seria se o futebol vencesse. Se o Deus do futebol é brasileiro, o futebol não pode ser carioca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111377901185420246?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111377901185420246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111377901185420246&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111377901185420246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111377901185420246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/era-melhor-ter-ido-ver-o-pel.html' title='Era melhor ter ido ver o Pelé...'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111369732791879752</id><published>2005-04-16T16:45:00.000-07:00</published><updated>2005-04-16T19:03:09.783-07:00</updated><title type='text'>Se meu blog calasse...</title><content type='html'>Meu blog disse um dia desses que achou muito cafona o fato de o primeiro "post" ter tido como título "Um 'welcome' básico". Defendeu incansavelmente que o blog era de um brasileiro e que me meter a falar inglês é pior do que criar um verbo a partir da palavra Xerox(Fiquei irado!). Revoltadinho, ele veio cheio de letra pra cima de mim, parecendo um aluno estressado que defende mal uma postura ufanista em relação ao uso de estrangeirismos e acha que a nota tem que ser alta porque reza a lenda que as bancas são nacionalistas, comunistas ou, pior ainda, corretas.&lt;br /&gt;Como a lei me assegura "Direito de resposta", sigo fora da lei e, à Severino, concedo-me "Direito de Esculacho". Querido blog...Aliás, querido não porque querido é coisa de Casseta &amp; Planeta e, há tempos, tal construção(o programa) já perdeu impacto. Prefero assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflado Blog,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a escolha dos critérios que norteiam a minha liberdade de expressão é tão particular que eu não conseguiria explicar. Sacou? Não? Tem mais: a utilização de uma expressão em inglês, seguida da gíria preferida das vendedoras de shopping, valoriza a língua inglesa como o esperanto que agiliza nossa comunicação. Afinal, "Padaria Do Zeh" e "Zeh's Baker" inferem diferenças lingüísticas que, de tão gritantes, deixariam-nos roucos para falar o"prolixo" português. The third point is: Blog, you´re just a piece of me. I´m your owner! I´m your master! Is it "basic" to your dependent brain?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve tréplica. O coitado fechou a interface como se tivesse sido minimizado, ou como se sua janela tivesse sido usada para simplesmente abrir o Google. Fiquei com pena. Não costumo ser assim, não. Mas sabe como é blog, né!? É só dar um espaço que o folgado já acha que tem o direito de mandar na sua vida e na forma como ela deve ser contada. Por isso, eu esculacho logo. Meu caro, apenas faça o seu papel: diga a mim o que sou que eu te direi o que ser e fazer. Abraços, sinceros, de seu amigo recalcado, que sabe que ao seu sentido se subordina. Se você se calasse, calar-me-ia também. Até mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111369732791879752?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111369732791879752/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111369732791879752&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111369732791879752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111369732791879752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/se-meu-blog-calasse.html' title='Se meu blog calasse...'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111369462320418255</id><published>2005-04-16T16:24:00.000-07:00</published><updated>2005-04-18T10:58:31.270-07:00</updated><title type='text'>Ciência de si e de simplismos</title><content type='html'>Quando Hamlet disse que há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa filosofia, o pensamento simplista começou a ser legitimado como digno das mais consistentes humilhações. Têm-se orgasmos quando Copérnico e Nietzsche, clássicos assassinos de Deus, são lembrados como uma esperança para nossa auto-suficiência. De lá pra cá, tivemos muito de reducionismo e pouco de complexidade conclusiva, tanto na ciência dos livros, quanto em nossas casas, estranhos laboratórios da vida. Se a Freud pudéssemos atribuir tudo da Psicanálise, absolutismo que certamente um pai não desejaria ao filho prodigioso, talvez sua cova esteja rasa demais, ou a intolerância encontrou sua vertente psicológica. Se a Byron pudéssemos confiar todas as certezas de um amor puro, porque sofrido, estaríamos certamente confundindo lágrimas com sangue. Sentimento, com sensação. A parte, mísera parte, com o todo. A metonímia se torna uma falaciosa hipérbole. Um exagero simplista pode configurar seqüelas irreparáveis&lt;br /&gt;Não devemos associar com obcecação a qualidade de nossas escolhas à boa vontade de nossas decisões. Ter coração é tão humano quanto ter racionalidade. Ter só coração, todavia, é, cartesianamente, menos humano que ter só racionalidade. Brincar de Deus, controlar o tempo e ser monarca do seu próprio destino é vago e incerto, mas não é tão temerário quanto mudar um futuro ainda oblíquo, sobretudo por ser dos outros e, especificamente, de um outro notadamente especial.&lt;br /&gt;Pode ser que aconteça o esperado. Pode ser que a pessoa simplesmente se aconteça. Mas se Einstein ousou dizer que até o certo é relativo, então que nossa atenção se limite(ou se expanda) a amor farto e impreterível(implacável, diria alguns). Que ele prefira à carne alheia, sórdida e sem o prazer de uma posse real, a espera pelo tempo que, sempre amigo dos bem amados, retribui a vontade de vencer com mais sabedoria do que tesão. Senão pela necessidade covarde de ter um si mais completo do que o si suportável no momento, a maturidade deve ser respeitada como a liberdade o é: um direito inalienável. Como a ciência(de si), a história se divide em partes. O final feliz, diria Nietzsche regozijando, a humanidade constrói. A humanidade de cada um constrói.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111369462320418255?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111369462320418255/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111369462320418255&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111369462320418255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111369462320418255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/cincia-de-si-e-de-simplismos.html' title='Ciência de si e de simplismos'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111358795073194910</id><published>2005-04-15T10:38:00.000-07:00</published><updated>2005-04-15T19:34:22.243-07:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>Morrer é definitvamente melhor do que perder a vida. Quando se morre, dizem que se vai para algum lugar. Quando se perde a vida, todavia, vai-se para lugar algum, reduto dos que sopraram para longe de si o combustível de nossa existência: a crença no depois, num amanhã infinito, sempre renovável e candidato eleito ao nostálgico ontem que é capaz de umedecer nossos olhos. Um dia, seguindo minha insistente curiosidade, quero morrer. Quero saber como a matéria se comporta quando o tempo ou o mundo impõem um fim às suas funções. Quero sentir-me como uma televisão desligando, um rádio com bateria fraca, uma barata lispectoriana que assiste aos últimos momentos de vida com resignação e nojo de ter sido coisa, e não essência. Perder a vida, contudo, jamais. Porque a vida, ainda que concreta, não é palpável como as futilidades que norteiam nossas vidas. A vida é difusa e abrangente, lateja na saudade e em tudo que se entende por vida. A vida é uma reta infinita, sem começo ou fim, sem razão ou sentido. A vida é uma constante universal. Posso morrer, mas minha vida viverá em fotos, em coisas, em memórias, em vidas que me viveram. Nada é melhor do que tirar, junto com todos os seres humanos, a onda de ser imortal. Carpe diem é redundância volátil. Sai pra lá, filosofia. Eu tô é vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111358795073194910?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111358795073194910/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111358795073194910&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111358795073194910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111358795073194910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/vida.html' title='Vida'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111351417336748568</id><published>2005-04-14T14:26:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T18:58:02.676-07:00</updated><title type='text'>Plano cartesiano para a Pós-modernidade</title><content type='html'>Penso. Logo, logo desisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111351417336748568?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111351417336748568/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111351417336748568&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111351417336748568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111351417336748568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/plano-cartesiano-para-ps-modernidade.html' title='Plano cartesiano para a Pós-modernidade'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111341473675848374</id><published>2005-04-13T10:04:00.000-07:00</published><updated>2005-06-07T18:44:57.693-07:00</updated><title type='text'>God "wants to" save the Queen "forever"</title><content type='html'>Na praia, um amigo de um amigo meu coversava comigo sobre música e entusiasmava-se enquanto percebia que nossos interesses convergiam, sobretudo em relação ao Queen. Concordávamos que a unanimidade da banda inglesa devia-se, entre outros farores, ao fato de ter superado o estereótipo de "Banda Gay" e ter se fixado como música de qualidade, da maneira como música e arte, ontologicamente, devem ser vistas: de modo simplesmente assexuado. Vibramos ao concordar que "breaking free", independentemente da semântica da frase ou da sexualidade de quem a profere, é uma condição que, ainda que não-ideológica, confere sentido à individualidade de uma banda. Dessa forma, o conjunto cobria sua despreocupação com a imagem estreitando suas relações com o público, sem se despreocupar, no entanto, com o caráter erudito e racional de sua arte. Concordamos que não haveria risco moral algum em ir a um show do Queen e cantar "I want to break free", mesmo que a elocução assuste pais, namoradas ou o a sociedade que ainda vê a sexualidade sob uma ótica, de certa forma, maniqueísta. Comentei: "Frededie Mercury, como confirmou o assumidamente gay George Michael em um show de tributo ao líder da banda inglesa, era bissexual assumido, e sua performance nos palcos como gay era simplesmente uma linguagem, passível ou não de absorção por parte dos espectadores, mas não necessariamente um discurso. O Queen dificilmente cativava seus milhões de fãs com essa linguagem, mas, basicamente, com uma produção versátil, inteligente e erudita, que abria mão,sem medo de preconceitos, de valores de estéticos ou parâmetros de ´rockeiros bad boy´, para se garantir com o potencial individual e coletivo de seus músicos. Composto por um bateirista que compunha e cantava(com poderoso agudo), por um baixista discreto(mas muito técnico) que compunha e cantava , por um humilde, mas extraordinário guitarrista que compunha, cantava e tocava violão e piano, além de lidar com seu complicadíssimo cabelo, e por um vocalista intelectual,louco e muitíssimo feio, que compunha, cantava em outros idiomas, tocava piano e violão, dominava o público, fazendo-o se sentir unido e afinado, e fazia com a voz o que bem entendesse, porque disso bem entendia, o Queen não era uma reunião de garagem buscando sentido para seu barulho, mas um grupo bem administrado formado por músicos de excelência." O novo amigo concordava resoluto, dizendo nunca ter visto, no mundo da música, nada melhor ou tão completo. Comovia-me também só de pensar.&lt;br /&gt;De shows realizados pela Coroa Britânica às playoffs da NBA. De Highlander à abertura de Olimpíada. Concluí: a produção "queeniana", muito antes de ser tida como uma bandeira gay, é música e linguagem, de altíssima qualidade. Rock clássico, fadado a eternizar clássicos do Rock e a tematizar espasmos de sensibilidade da humanidade.&lt;br /&gt;Em casa, depois da praia, enquanto esperava o almoço, sintetizava tudo que o Queen representava, para mim e para o mundo, no sopro de arte que chegava aos meus ouvidos por meio da canção "Who wants to live forever".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111341473675848374?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111341473675848374/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111341473675848374&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111341473675848374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111341473675848374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/god-wants-to-save-queen-forever.html' title='God &quot;wants to&quot; save the Queen &quot;forever&quot;'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111327392169465208</id><published>2005-04-11T19:42:00.000-07:00</published><updated>2005-04-11T19:45:21.696-07:00</updated><title type='text'>Raquetada</title><content type='html'>Perguntou-me se frescobol era terapia. Perguntei-lhe se terapia é indicada aos loucos ou aos felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111327392169465208?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111327392169465208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111327392169465208&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111327392169465208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111327392169465208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/raquetada.html' title='Raquetada'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111327370704940373</id><published>2005-04-11T19:26:00.000-07:00</published><updated>2005-04-11T20:21:42.150-07:00</updated><title type='text'>A uma poetisa</title><content type='html'>No desconforto de uma faculdade, pior do que aquele claustro horroroso em que o Bilac esmerilhava, Cronemberger escreve.&lt;br /&gt;Pior ainda: ele conclui. O homem é o ser mais louco que se conhece. A mulher é a criatura mais louca que não se conhece. Parece machismo, mas é feminismo à moda XY. Elas não queimaram sutiãs, conquistaram seu lugar ao sol(sobretudo no Caldeirão do Huck) e conseguiram fogão de seis bocas? Então, agora, nem elas se conhecem mais. Seria cabível perguntar a Jung se seria um caso de esquizofrenia coletiva? Seria cabível(ou esquizofrênico) perguntar a mim memo se seria amor intenso a mulher biônica da contemporaneidade? É elementar, minha cara Ms. Marple, que não. A mulher é a mão dupla dos corações masculinos, o X(x) de um sistema não-linear e sem solução. A mulher é um senóide. Não sei o porquê, mas essa palavra tem um poder de coisificação muito melhor do que muita coisa. Mas, no final das contas, é mulher. E mulher é mulher. É a graça na complexidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111327370704940373?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111327370704940373/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111327370704940373&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111327370704940373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111327370704940373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/uma-poetisa.html' title='A uma poetisa'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111323662075858502</id><published>2005-04-11T08:54:00.000-07:00</published><updated>2005-04-11T19:26:12.560-07:00</updated><title type='text'>Netuninho e Zeus-Mané</title><content type='html'>Quanto de nós se dilui na água do mar sob a forma de praia e de tudo? Enquanto catava a bolinha azul que, com prazer, surrava na praia da Barra, reparei em um menino, xerox reduzida de mim, que jogava na espuma do mar violento toda a areia que cabia em suas mãos. Parecia um Deus das Coisas coisando o barro criador. Mas ele, nitidamente, gostava era de mar. Queria adentrá-lo e influir nele do seu jeito. Netuninho era insistente. Era obstinado como um ser não-humano e mais humano do que cogitam nossas utopias inconscientes. Queria vencer a natureza, de qualquer jeito, dando um destino à areia que, no momento sua, obedecia livre. Percebi que seu pequeno ato mudava o mundo de alguma forma, ainda que de maneira não determinante. O importante era que ele estava lá, justificando sua existência da melhor maneira possível: estando lá. Flash(ah,ah!). O que somos perto de uma criança instintiva e pura, que toma suas decisões sem razão ou emoção, mas arruma, anyway, um sentido para a sua vida, sem se preocupar com os resultados daquilo? Neca de piti...(deixa pra lá). Perdemos nosso tempo achando que somos deuses, senhores do destino que acreditamos controlar, mas nos legitimamos como reféns de um presente estéril, que não passará de um ontem no dia seguinte. Derrepente(HAD - Homenagem a Aluno Desconhecido), senti um tesão danado, desses que eleva nossa alma até encostá-la no útero do universo. Resolvi fecundar meu presente e deixar de ser um Zeus-Mané que, durante o lazer, pensa no domingo como vérpera de uma segunda 'garfieldiana". Falei aos meus parceiros: "O jogo está excelente." Empolgado, Abel retribuiu: "Tá ótimo. A bola não vai mais cair". Comentei com o Cordão de minha sunga que, aconteça o que acontecer, a bola sempre e simplesmente estará, intransitivamente. O vento balançou meu amigo Cordão, e logo vi que ele concordava que a bola tanto poderia cair como não cair. O importante, no momento, era a bola e sua existência naqueles espaço e tempo definidos e felizes. Deixei o presente falar por mim e por minha vida dominicana. Presenteei-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111323662075858502?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111323662075858502/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111323662075858502&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111323662075858502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111323662075858502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/netuninho-e-zeus-man.html' title='Netuninho e Zeus-Mané'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12033558.post-111301675291578574</id><published>2005-04-08T20:09:00.000-07:00</published><updated>2005-04-08T20:19:12.916-07:00</updated><title type='text'>Um "Welcome" básico.</title><content type='html'>Muitos que agora acessam esse blog devem estar bastante curiosos em relação a certas questões. Será o Cronem capaz de textualizar suas besteiras e reflexões? Isso se dará de maneira lúcida? Será esse rapaz digno de administrar um blog?&lt;br /&gt;A absoluta verdade é que não desejo firmar nenhum compromisso com essa nova iniciativa, ainda que acredite cegamente que temos uma relação mútua de dependência, na medida em que precisamos do mesmo elemento para colocar em foco nossa existência: precisamos da palavra.&lt;br /&gt;Objetivamente falando, pretendo publicar textos, pensamentos curtos, críticas e revoltas. Tudo que é texto não me é indiferente. Para os que me conhecem, e sabem que não sou bombeiro, isso também vale para os seres humanos.&lt;br /&gt;Até breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12033558-111301675291578574?l=parameusdoxos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/feeds/111301675291578574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12033558&amp;postID=111301675291578574&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111301675291578574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12033558/posts/default/111301675291578574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://parameusdoxos.blogspot.com/2005/04/um-welcome-bsico.html' title='Um &quot;Welcome&quot; básico.'/><author><name>Cronem</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12187621841644521648</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
